Fogaça na TVE: "Carroças sairão das ruas antes de oito anos"
Em entrevista, sexta-feira a noite, para a jornalista e defensora dos animais Lena Kurtz, durante o programa Frente a Frente (TVE canal 7), o Prefeito José Fogaça afirmou que sancionará a lei, de autoria do Vereador Sebastião Melo, recentemente aprovada na Câmara Municipal, que cria um programa para retirada gradativa das carroças na capital num prazo máximo de 8 anos. A jornalista sinalizou que o prazo de 8 anos seria razoável para o término da circulação das carroças, porém o Prefeito Fogaça ratificou - o que já tinha informado ao Movimento "Carroças Tem Solução" - de que a solução pode vir num tempo bem menor que 8 anos.
O prefeito Fogaça comparou a solução dada aos camelôs pelo seu governo (o camelódromo) depois de 50 anos de problemas, a que será dada aos carroceiros e carrinheiros, pois para solucionar o comércio de ambulantes foi necessária uma lei para construção do Centro Popular de Compras - Camelódromo.
A lei que será sancionada para os catadores possibilitará a transposição destas pessoas para outras atividades, seja dentro do próprio mercado de reciclagem através de cooperativas (por exemplo, o CEMAR), ou ainda hortifruticultura que tem sido trabalhado com lideranças dos carroceiros nas Ilhas. Além disto, a lei proporcionará o fim dos maus-tratos aos cavalos, a melhoria do trânsito (hoje os carroceiros não cumprem regras e nem sinalizações) e proibição da condução de carroças por crianças, pois lugar de criança é na escola.
 Situação das carroças em Porto Alegre é um caos Foto: Anderson Vaz (http://tristepoa.zip.net/)
LEIA mais sobre o assunto: http://carrocastemsolucao.blogspot.com
Polibio Braga, 31/08/2008
Escrito por Gilberto Simon às 22:42
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Porto Alegre: população cresce a ritmo lento
Porto Alegre cresceu metade da média registrada em capitais brasileiras, desde 2000 até este ano, segundo estimativa populacional do IBGE divulgada ontemPorto Alegre é a capital brasileira que cresce mais vagarosamente, conforme indica uma comparação entre os dados demográficos do Censo 2000 com um estimativa populacional divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com dados de todo o país.
Enquanto as demais capitais aumentaram sua população em 11,2%, na média, a cidade mais importante do Estado avançou apenas 5,1% – a metade do ritmo.
O Rio de Janeiro, com 5,17% de crescimento, e São Paulo, 5,33%, são as metrópoles que mais se aproximaram da lenta proliferação dos habitantes porto-alegrenses ao longo dos últimos oito anos. No outro extremo, Palmas, no Tocantins, disparou com uma evolução demográfica de 33,97%. Esses números confirmam uma tendência desta década: a progressiva estagnação populacional de Porto Alegre.
Apenas entre 2007 e 2008, o IBGE estima que 9.553 mil pessoas tenham se somado ao contingente da Capital – uma média de 21 por dia ao longo dos 15 meses entre as datas da contagem populacional feita no ano passado e a estimativa concluída em julho e divulgada ontem. Entre 1991 e 2000, em comparação, o crescimento diário foi de 30 habitantes ao dia. Apesar disso, Porto Alegre segue como a 10ª cidade mais populosa do país, posição já ocupada em 2000, e no ano passado.
O fenômeno da desaceleração do crescimento da Capital foi motivo, há dois anos, de uma dissertação de mestrado do supervisor de Informações do IBGE no Estado, Ademir Koucher.
– Há mais pessoas saindo do que entrando em Porto Alegre por uma série de razões, como a busca por imóveis mais baratos em cidades próximas, mais segurança e tranqüilidade, ou melhores oportunidades em outras regiões – afirma Koucher.
Em reportagem sobre o assunto publicada por Zero Hora em 2007, a estimativa do especialista era de que, desde o começo da década, a diferença entre o número de pessoas que deixavam a cidade e o contingente de novos moradores era de 6,4 mil pessoas por ano. Parte dos migrantes vai a cidades próximas, como Viamão e Alvorada.
Koucher afirma ser precipitado afirmar que a Capital poderá perder habitantes em breve, já que questões circunstanciais podem influenciar nos fluxos migratórios. Mas se a tendência dos últimos anos se mantiver, a população poderá ficar estabilizada.
 Fonte: IBGE - 2008
Zero Hora, 30/08/2008
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O que será que está por trás deste pequeno aumento da população da nossa cidade ?
Eu tenho algumas idéias:
- a cidade não atrai mais, pois não investe na sua beleza, na sua orla, no seu urbanismo, nas suas ruas e avenidas;
- as pessoas estão indo embora, pois a cidade está estagnada, não está crescendo;
- a cidade tinha o título de metrópole com melhor qualidade de vida. Se isso fosse verdade, não viriam mais pessoas para cá ?
Pense nisso !
Escrito por Gilberto Simon às 20:28
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CÂMERA FOTOGRÁFICA PERDIDA
Pessoal, extraviei minha câmera fotográfica (Lumix FZ18) ontem a noite, na verdade uma bolsa preta com equipamentos como câmera fotográfica, pára-sol, gravador de voz Sony, diversos crachás com meu nome, cartões de visita com meu nome, óculos Ray Ban legítimo, carregador de bateria, bateria sobressalente, cabos diversos, papéis diversos.
Caso alguém saiba de alguma coisa, ofereço uma boa gratificação pra quem achar. Eu estava em lotação linha Petrópolis.
Caso possam me ajudar, liguem a cobrar para (51) 8124 1383. Obrigado
Gilberto Simon
A Câmera:
Sem pára-sol:

Com pára-sol

Escrito por Gilberto Simon às 14:44
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Shows celebram novo visual da Orla do Guaíba
O início das obras de revitalização da Orla do Guaíba será comemorado neste domingo, 31, com um grande show no Anfiteatro Pôr-do-Sol. As obras resultam do Termo de Adoção firmado entre a prefeitura e a empresa Pepsi, em abril deste ano.
O evento marca a entrega da primeira etapa do projeto que inclui novas quadras poliesportivas, projeto paisagístico e nova iluminação, melhorias já finalizadas. Até o início do próximo ano, o Termo de Adoção prevê a revitalização da orla. Na segunda etapa, os esforços estarão concentrados na revitalização do Parque Farroupilha.
O investimento total da empresa será de R$ 2,8 milhões, sob supervisão da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam). A adoção tem validade de dois anos. Os shows gratuitos iniciam-se às 14h, com Fat Duo, seguindo com apresentações dos grupos Nenhum de Nós, Tchê Barbaridade e Chimarruts.

 Fotos: Ricardo Stricher (PMPA)
Escrito por Gilberto Simon às 12:30
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TV digital chega em outubro
A TV digital chega ao Rio Grande do Sul em outubro deste ano, informou nesta quarta (27) em São Paulo o ministro das Comunicações, Hélio Costa, na abertura do Broadcast & Cable. O Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Goiânia já contam com a nova tecnologia de transmissão. Para captar o sinal digital, o telespectador não precisa trocar seu aparelho de TV. Mas tem de comprar um conversor e antena UHF. Porém, os atuais canais analógicos só deixam de transmitir em 29 de junho de 2016. A transmissão digital viabiliza imagens sem interferência e em alta definição, com a vantagem de poder ser captada por dispositivos móveis, como telefones celulares.
Affonso Ritter
Escrito por Ricardo Haberland às 11:53
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Fonte Tavalera recuperada
Protesto de carroceiros quebrou a fonte em 2005
Símbolo da presença espanhola no Rio Grande do Sul, a Fonte Talavera será devolvida hoje à Capital. Danificada há três anos durante um protesto, a obra de arte foi restaurada por artesãos espanhóis e gaúchos ao custo aproximado de R$ 90 mil.
A fonte, localizada em frente à prefeitura, na Praça Montevidéu, é criação do artista Juan Ruiz de Luna. Ela foi doada a Porto Alegre pela Sociedade Espanhola de Socorros Mútuos, no centenário da Revolução Farroupilha, em 1935.
O dano à obra foi causado em 9 de junho de 2005, durante um protesto de carroceiros e papeleiros. Na ocasião, um carroceiro escalou a fonte. Logo após se posicionar de pé sobre a estrutura, ele caiu, quebrando as duas bacias superiores e a ânfora central, responsável pela distribuição da água. Ele sofreu ferimentos leves e foi detido pela Brigada Militar.
 Fonte logo após ser quebrada em protesto
Para a Secretaria Municipal da Cultura, começava um longo processo de recuperação da estrutura. Em 2000, a fonte havia sido recuperada, na Espanha, ao custo de R$ 56 mil.
– O tempo, o desgaste e o custo gerados por esse ato foram enormes. O recurso, do Fundo do Patrimônio Histórico Artístico e Cultural de Porto Alegre, poderia ter sido usado para outras ações, como a manutenção dos monumentos da cidade. – avalia a coordenadora da Memória da Secretaria Municipal da Cultura, Miriam Aloisio Avruch.
Além das bacias e da ânfora, também foi recuperado na Espanha um peixe ornamental que havia sido danificado a pedradas em 2004. O processo foi demorado devido à complexidade do processo de confecção das peças, em que os azulejos de cerâmica que cobrem a bacia, o chafariz e a base da fonte são cozidos a uma temperatura de cerca de 700ºC e cobertos com verniz ou esmalte.
Grades de proteção foram aumentadas
A bacia maior, de 110 centímetros de diâmetro, por exemplo, teve de ser refeita mais de 10 vezes:
– Cada vez que saía da fôrma, a peça rachava – explica Miriam.
Paralelamente à recuperação, realizada na Capital pela empresa Arquium Construções e Restauro, foi elevada a altura das grades de proteção, que passou a ter dois metros de altura.
ZH
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As fotos da Fonte Talavera de La Reina, feitas hoje, após a reinauguração:

 Fotos: Gilberto Simon - Porto Imagem
Escrito por Ricardo Haberland às 11:29
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DJ Francis Marchi conquista o título de TOP DJ pela Associação Italiana de DJs
DJ Francis Marchi, de Porto Alegre, conquistou ontem o título de TOP DJ pela Associação Italiana de DJs. Confira no site: www.deejaylink.com (notícia disponível bem no final da página).

Escrito por Gilberto Simon às 02:10
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Ampliação Bourbon Ipiranga
Vou falar agora de rumores, e não de informações certas.
Bourbon Ipiranga terá:
- 2 novas lojas âncoras que poderão ser: Renner (confirmada), C&A e/ou Americanas (a confirmar); - Mais de 20 lojas satélites novas; - Será construído um novo piso para estacionamento e o atual estacionamento superior será onde ficarão localizadas as lojas; - Da mesma forma, será construída nova elevada para o novo estacionamento superior.
Estou em contato com a Rede Zaffari para confirmar estas informações. Aguardem.
Escrito por Gilberto Simon às 01:31
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Senado, na madrugada, aprova mega-empréstimo para Porto Alegre
Já passavam das 11h30m da noite de quarta-feira quando o plenário do Senado aprovou a autorização para que a prefeitura contrate o financiamento do Programa Integrado Socioambiental (Pisa) via Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID);. “Vamos assinar o contrato em novembro”, disse ao editor, logo depois do ato, o diretor do Dmae, Flávio Presser.
O financiamento será de R$ 135 milhões. A prefeitura botará outro tanto. A previsão é de que até novembro a prefeitura assine o contrato com o BID. O Programa Integrado Socioambiental ampliará a capacidade de tratamento de esgotos de Porto Alegre de 27% para 77%, em apenas cinco anos.
O prefeito José Fogaça, que foi a Brasília na terça-feira para pedir a aprovação do financiamento, já mandou tocar estes programa com recursos próprios:
- Redes coletoras de esgoto Restinga/Ponta Grossa: - Reforma da Estação de Bombeamento de Esgotos (EBE) Ponta da Cadeia e construção da Chaminé de Equilíbrio - Novas redes coletoras de esgoto sanitário do Arroio Cavalhada –
Em fase de edital estão o Emissário Ponta da Cadeia e a ETE Serraria.
Políbio Braga, 28/08/2008
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Ótima notícia !
Escrito por Gilberto Simon às 21:14
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O que vai mudar com a chegada do BarraShoppingSul?
Foi um assombro para os portoalegrenses, quando desembarcou na cidade o shopping Iguatemi. Depois disto, Porto Alegre nunca mais foi a mesma cidade. Isto é o que vai acontecer de novo, desta vez com o BarraShoppingSul, que abrirá as portas no dia 31 de outubro. Saiba o que vai mudar:
1) Para os consumidores - É quem mais vai ganhar, porque o novo shopping vem para ganhar. - O público inicialmente será o do tipo da Família Miranda (mira e anda), mas depois do primeiro ano passará a comprar, sobretudo o consumidor mais contemplado, que será o da classe AAA. - O BarraShoppingSul será o grande shopping de entretenimento de Porto Alegre.
2) Para o mercado de shopping - A concorrência já está se mexendo para valer, como são os casos principais do Praia de Belas e Iguatemi. - Alguns jumbos, como Iguatemi, já começaram a deixar de fazer burradas do tipo “fecha cinema” e “não abre espaço para a Livraria Cultura”, que foram para o outro lado da rua, fazendo o sucesso do Bourbon Country.
Alto Norte será outro jumbo de Porto Alegre
Além do BarraShoppingSul, vão de vento em popa outros shoppings programados e em construção em Porto Alegre.
O maior deles, um jumbo, será o Alto Norte, ao lado do Lindóia Shopping, empreendimento do industrial Álvaro Alves Sobrinho.
Ainda não se sabe quando o grupo Zaffari começará a construir o seu novo shopping da antiga fábrica Wallig, na zona Norte.
Torres de shoppings alcançam valores inéditos
Já vendeu tudo que foi oferecido nas torres de escritórios do Praia de Belas Shopping, cujo metro quadrado foi a estratosféricos R$ 8.500,00.
As torres do BarraShoppingSul também já são sucesso de vendas,embora o preço do metro quadrado seja ainda maior, ou seja, R$ 10 mil.
As próximas torres serão do shopping Total.
Políbio Braga, 28/08/2008
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Novidade pra mim essa do Shopping Total ter torres de escritórios. Não fiquei sabendo de nada ainda.
Novidade também que o Iguatemi recusou a Livraria Cultura ! Que burrada mesmo ! Mas sorte do Bourbon !
Escrito por Gilberto Simon às 21:11
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Aracruz dá primeiro passo de obra em Guaíba
Falta de gás paralisa térmica, que pode ser desmontada e relocalizada
Foi dada a partida na parte mais vistosa do investimento de US$ 2,8 bilhões da Aracruz no Estado, com o lançamento, ontem, da pedra fundamental da expansão da fábrica de Guaíba.
Festejada nos discursos como um marco na implantação da silvicultura no Estado, a expansão da fábrica de Guaíba deu o primeiro passo durante cerimônia realizada pela manhã. Foram constantes nos discursos as referências à negociação e à polêmica que o assunto envolve desde os primeiros anúncios dos investimentos em plantio de eucaliptos e na instalação de fábricas. Além do investimento da Aracruz, R$ 4,6 bilhões serão aplicados pela VCP e Stora Enso no Estado. A governadora Yeda Crusius disse que a pedra fundamental da unidade de Guaíba “agrega valores simbólicos e práticos mais amplos” do que uma simples fábrica.
– É um momento semelhante ao que vivi quando se decidiu que o pólo petroquímico viria para cá, na década de 70 – disse Yeda.
O secretário estadual de Meio Ambiente, José Otaviano Brenner de Moraes, disse que o pedido do Conselho Municipal do Meio Ambiente de Porto Alegre, de um estudo ambiental garantindo a segurança do Parque Natural Morro do Osso, não será entrave para as obras da Aracruz:
– É de se presumir, desde que não se queira inserir na discussão uma carga ideológica, que essa questão não vai comprometer o projeto.
A Aracruz foi notificada do pedido do conselho na terça-feira e vai encaminhar estudo à Fundação Estadual de Proteção Ambiental.
ZH 28/08/2008
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Me admira algumas pessoas ainda falarem dos possíveis prejuízos que a Aracruz traria ao Parque Natural do Morro do Osso em Porto Alegre, do outro lado do Guaíba. Pois quem está dizimando o Morro do Osso atualmente não é nenhuma indústria, e sim, os ditos "indios" que lá estão habitando, dizendo que a área é deles. Absurdo ! Índios ??????? Índios depredando o meio ambiente ????? Como assim ?????? Índio não depreda o meio ambiente. Então, concluo que o nível de urbanização e aculturamento que eles sofreram fazem com que de Índio, eles tenham pouca coisa. Talvez as origens remotas.... Enquanto isso uma área linda, que poderia ser um belo parque com estrutura para atrair turistas, está abandonado, depredado, desmatado e sob o risco de se transformar em mais uma grande favela da cidade. Isso não enxergam !
Escrito por Gilberto Simon às 16:53
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CINEMA: Porto Alegre sem cortes
Primeiro longa brasileiro rodado em plano único, “Ainda Orangotangos” estréia amanhã
Ainda Orangotangos, o livro de Paulo Scott, é um painel contundente de uma Porto Alegre habitada por pessoas que se movem impulsionadas por instintos e razões às vezes não-civilizadas, primitivas. Ainda Orangotangos, o filme homônimo de Gustavo Spolidoro, segue o mesmo caminho. Restrito a 15 personagens e a seis contos do volume original, no entanto, alcança efeito dramático menos consistente. O impacto do primeiro longa brasileiro rodado num plano único, sem cortes, pode ser medido pelo público a partir de amanhã, quando estréia nos cinemas de Porto Alegre.
Spolidoro, 36 anos, assinou curtas premiados como Outros (2000) e Início do Fim (2005). Para dirigir Ainda Orangotangos, sua estréia no longa-metragem de ficção, optou por um recurso técnico que utiliza desde Velinhas (1998), seu primeiro filme: o plano-seqüência. A tomada única começa no Trensurb, com a chegada de dois jovens orientais à Capital, e segue dentro de um ônibus que atravessa as elevadas da Conceição e a Osvaldo Aranha até chegar a um prédio quase à esquina da Venâncio Aires com a João Pessoa. Embora tenha sido rodado em 81 minutos, o tempo fílmico equivale a 14 horas – a seqüência do trem foi filmada pouco antes do pôr-do-sol como se se tratasse do início da manhã; as seqüências finais, rodadas já à noite, indicam que se passou um dia inteiro.
No trajeto, desfilam tipos os mais diversos, como um Papai Noel bêbado (estamos em dezembro), um casal de lésbicas de ressaca (como o que aparecera em Outros) e uma mulher perturbada convivendo com dezenas de pombos. São, de fato, tipos: sem muita profundidade, não carregam aquele peso humanista que permitiria um maior envolvimento do espectador. Sua conexão é arbitrária – a câmera simplesmente muda o foco de um personagem para outro com o passar do tempo e, mesmo que alguns voltem depois, a relação que estabelecem não garante força dramática à narrativa.
Vistos em conjunto, porém, apresentam unidade – e justificam a opção pela montagem sem cortes, adequada à idéia de panorama. É o caso de dizer que o impacto do filme, antes de estar nas pessoas que aparecem na tela, está na própria experiência estética que representa. E também, e principalmente, que o virtuosismo técnico de Ainda Orangotangos não é gratuito.
DANIEL FEIX - ZERO HORA, 28/08/2008
Ainda Orangotangos
De Gustavo Spolidoro. Com Lindon Shimizu, Arlete Cunha, Artur José Pinto, Janaína Kremer, Renata de Lélis, Kayodê Silva, Nilsson Asp, Roberto Oliveira, Rafael Sieg, Letícia Bertagna, Heinz Limaverde.
Drama, Brasil, 2007. Duração: 81 minutos. Classificação: 14 anos. Em cartaz a partir de amanhã em Porto Alegre (confira as salas no Guia hagah).
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A matéria da Zero Hora não menciona que o filme, como foi rodado parcialmente no centro de Porto Alegre, se utilizou também do Mercado Público. Foi com o maior prazer que atendemos a equipe do filme, muito bacana, aqui nas instalações do Mercado. Tive contato direto com parte da equipe e espero que o filme seja muito bem sucedido, a idéia é excelente e ainda por cima de vanguarda a nível de Brasil- o filme foi filmado em plano único. Vou conferir o filme com certeza e indico para todos verem também !
Escrito por Gilberto Simon às 16:44
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Votação de projeto para Estaleiro Só é adiada
Por falta de quórum, foi adiada para a votação do requerimento de diligência relativo ao projeto Pontal do Estaleiro, na Câmara de Vereadores da Capital. O mesmo requerimento, que pede a manifestação da prefeitura sobre a proposta de modificação da área urbana do Estaleiro Só, na Zona Sul, já havia sido negado pela Comissão de Urbanismo Transporte e Habitação. O documento deve entrar novamente em pauta hoje.
ZH
Escrito por Ricardo Haberland às 07:34
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Morro Ricaldone será cercado
Não haverá mais refúgio para assaltantes nem impacto ambiental causado pelo pisoteio dos vegetais no Morro Ricaldone. Com o projeto elaborado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) em mãos, a comunidade comemora a aprovação do cercamento completo do local e busca recursos junto a empresários da região para iniciar as obras.
Situada no Moinhos de Vento, com um dos lados voltado para a Marquês do Pombal, no Floresta, a área é um verde complementar – conceito diferente de praça. Por isso não é necessário um plebiscito entre os cidadãos para a colocação das grades, explica a arquiteta da Divisão de Projetos e Construção do órgão Ana Germani. No dia 21, ela e o secretário da pasta, Miguel Wedy, participaram de reunião com moradores da região. Conforme ele, o projeto teve todo o mérito para ser aprovado, visto sua importância.
No encontro, representantes da vizinhança se mostraram preocupados com a preservação ambiental. Devido ao movimento de pessoas na área, as plantas rasteiras, que contêm a erosão do solo, são arrancadas, provocando risco de deslizamentos de terra. Quando chove, as raízes de grandes árvores ficam à mostra, e vegetais maiores podem cair. Ana reforça que a grade não é definitiva – se a vegetação for restaurada e estabilizada, o que pode levar décadas, poderá ser retirada.
Outro motivo que levou à reivindicação do cercamento é a segurança. Conforme moradores, o lugar é usado como refúgio por assaltantes durante as madrugadas – alguns queimam fios furtados no local para retirar o cobre. Catadores fazem a separação de lixo recolhido em um dia de trabalho no local, deixando o que é descartado entre as árvores. Há ainda sem-teto que usam o Ricaldone como casa.
Para o custeio do ferro e da mão-de-obra necessários, dinheiro que a prefeitura alega não ter, a comunidade recorrerá a empresários. Com a grade, não haverá mais acesso à escada que corta a mata. Apenas a outra, que tem no cume a Sociedade Suíça, poderá ser utilizada por pedestres que transitam entre os dois bairros.
Aos 66 anos, o contador Irmberto Rodolfo Haag, integrante da diretoria da Sociedade Suíça de Porto Alegre, esteve na reunião, na semana passada. Morador da Coronel Feijó, freqüenta a região há mais de 50 anos, “desde guri”, diz, quando morava na Avenida Chicago e vivia correndo nas proximidades do morro. Haag está satisfeito com o cercamento, tanto por assegurar a preservação da área quanto pela promessa de mais segurança no bairro.
– É um ponto turístico, onde hoje fazem fogo e acampamento à noite – indigna-se Haag. – Esta obra é indispensável.
“A reunião foi definitiva para que se comece a cercar a segunda parte do Ricaldone. Assim, poderemos preservar a fauna e a flora, para que se regenere, e a segurança será melhorada, porque a grade evita a circulação de quem faz daquele lugar um refúgio. Também vai evitar o acúmulo de lixo – claro que vai depender da conscientização da sociedade, que as pessoas entendam que não devem jogar sacos lá para dentro.”
ZH
Escrito por Ricardo Haberland às 07:33
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Obras na Estação Mercado do Trensurb causam alguns transtornos
As obras das escadas rolantes da Estação Central do Trensurb, na calçada do Mercado Público, causou um certo transtorno, ontem, dutrante o dia. Agora, todos os pedestres que desejam embarcar no metrô, devem atravessar a Av. Júlio de Castilhos em direção à rampa e escada na Praça Revolução Farroupilha, trajeto realizado antes do início da sobras, por passagem subterrânea. Em torno de 100 dias essa situação perdurará, mas os usuários do Trensurb terão grande compensação: ganharão modernas escadas rolantes e elevador, cobertos por uma estrutura em concreto que mudará o visual da região, assim como o grande arco da Praça em frente.
Esperamos ter em breve uma bonita área revitalizada, tornando ainda mais interessante passar pelo Mercado Público e arredores.
 Obra na calçada do Mercado, que ganhará escadas rolantes Foto: Gilberto Simon - Porto Imagem
Escrito por Gilberto Simon às 12:49
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Candidato a prefeito de Porto Alegre pirateia fotos e vai responder em juízo pelo crime
Um candidato(a) a Prefeito(a) de Porto Alegre já comprou sua primeira boa dor de cabeça da atual campanha eleitoral, porque o fotógrafo Eurico Salis resolveu acioná-lo em juízo.
Salis é um profissional respeitadíssimo. Ele ficou muito contrariado quando percebeu que o candidato utilizou fotos do seu livro “Porto Alegre – Cenas Urbanas e Paisagens Rurais”, recém lançado, para ilustrar dois comerciais de 30 segundos e seu site de campanha. “Podiam ter ligado, mas preferiram cometer um crime”, reclamou o fotógrafo, ao falar na tarde desta terça-feira com o editor.
Ele não quer mais conversa e resolveu cobrar indenização em juízo.
Políbio Braga, 27/08/2008
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Estão vendo? Piratear coisas nao leva a nada e ainda dá processo. O Porto Imagem está de olho em quem usa suas fotos sem autorização também.
Escrito por Gilberto Simon às 11:18
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OPINIÃO: Revitalização do Centro de Porto Alegre
Durante 20 dos meus 59 anos de janela do tempo morei no Centro de Porto Alegre. Bondes. Vida noturna animada. Cinemas. Confeitarias. Farmácias. Teatros Cafés. Bares. Botequins. Grandes lojas. Colégios. Repartições públicas. Era uma maravilha, estávamos perto de tudo até dos programas de auditório das rádios. Desde os anos de 1980, quando fui secretário da Junta Comercial/RS, então situada na rua Riachuelo, esquina com a Caldas Jr., observava de meu gabinete vista de parte da cidade. Um certo abandono de moradias residenciais no Centro de Porto Alegre. Os grandes escritórios de engenharia e arquitetura, que compareciam à Junta por seus prepostos para os atos inerentes a atividade, por seus executivos informavam que a vida residencial ganhava corpo fora do Centro pela limitação geográfica. Hoje, passados 32 anos atuando como profissional liberal em prédio situado na avenida Salgado Filho, no 22º andar, descortino verdadeiro cartão postal ao vivo.
Mas a situação piorou mesmo.
São escassas as moradias no Centro.
Os executivos, interpretando pensamento dos engenheiros e arquitetos, tinham plena razão no quartel nos anos de 1980. Observo que o pôr-do-sol um dos mais lindos do mundo está triste, por falta de espectadores. Seu espelho, o lago Guaíba, parece concordar, pois a vegetação da orla está menos verde.
Em dezembro, em férias no Rio de Janeiro, tomei conhecimento que, em uma única noite, foram vendidos 668 apartamentos por iniciativa do empreendimento Cores da Lapa, cujos preços oscilavam entre R$ 80 mil e R$ 140 mil. O que aponta na revitalização do centro do Rio de Janeiro, com aporte de cerca de dois mil moradores novos em termos de classe média. Soube que em dezembro de 2000 haviam se reunido executivos, empresários da construção civil de lá, com representantes da prefeitura e governo do Estado, com intuito de promover uso residencial no centro. Ainda no Rio, a Hines obrou a Torre Almirante. Os paulistas, o novo Hotel Íbis Fórmula-1, junto à tradicional Praça Tiradentes. A Klabin Segal investe na faixa portuária e Cores da Lapa tem até nova vida noturna e dinâmica. Porto Alegre possui eixos enormes de possibilidades de empreendimentos fortes no Centro.
Desde torres residenciais até hotéis. Penso que nossas forças vivas podem estudar e copiar o Rio salvando o Centro da cidade, ombreados aos esforços de todos os governantes municipais, que, aliás, têm se mostrado incansável nessa tarefa de oxigenar o Centro e, de quebra, dar melhor estrutura à facilitação do comércio. Morar no Centro ou próximo dele torna-se um investimento, o morador não precisa de automóvel ou ônibus para se locomover e ainda contribui para não poluir o ambiente. Trabalhar e morar no Centro são uma boa alternativa de vida. Podemos, no mínimo, caminhar na orla do Guaíba.
Antônio Carlos Côrtes, ex-secretário da Junta Comercial/RS
Escrito por Gilberto Simon às 13:03
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Falha da Fepam ameaça atrasar obra da Aracruz em Guaíba
Uma confusão legal põe em risco o cronograma das obras de expansão da fábrica da Aracruz, no município de Guaíba, cuja pedra fundamental será lançada amanhã.
A licença da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) para início dos trabalhos foi dada, no início de julho, sem consulta à Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Porto Alegre (Smam) sobre as possíveis interferências do empreendimento no Parque Natural Morro do Osso, na Capital. Como a área de preservação fica a menos de 10 quilômetros da fábrica, isso deveria ter ocorrido, reconhece a própria Fepam.
Notificada pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente da Capital sobre o problema, a presidente da Fepam, Ana Pellini, informa ter determinado envio de ofício à Aracruz para que sejam feitos estudos acerca do impacto da obra no Morro do Osso, mas afirma que a falha não deve levar à suspensão da licença concedia.
– Se a Aracruz ou a Fepam não suspenderem as obras, certamente as organizações ambientais vão entrar com ação (na Justiça) – diz a ambientalista Kathia Vasconcelos, membro do Comam.
A Aracruz afirma ainda não ter sido notificada sobre a necessidade de estudos sobre o Morro do Osso.
O projeto de investimento da empresa no RS é de R$ 4,9 bi
ZH
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Maior fábrica do mundo
Parceria entre o governo do Estado e a Aracruz Celulose vai capacitar 10 mil trabalhadores, incluindo a especialização de mão-de-obra feminina no setor da construção civil. É para habilitar a população aos novos postos de trabalho a serem oferecidos com o investimento de R$ 4,9 bilhões na expansão das atividades da Aracruz, lançado nesta quarta (27), em Guaíba, presente a governadora Yeda Crusius. Além de empregos, Yeda citou como efeitos positivos do empreendimento para o Estado a geração de US$ 200 milhões em tributos e US$ 300 milhões na contratação de serviços terceirizados de empresas locais. Já o presidente do Conselho da Aracruz, Carlos Alberto Vieira, revelou na ocasião que a empresa irá construir em Guaíba a maior linha de produção de celulose branqueada de eucalipto do mundo, dentro das mais avançadas condições ambientais. E o presidente executivo, Carlos Aguiar, afirmou que o empreendimento irá gerar US$ 800 milhões em divisas com exportações para o RS; US$ 142 milhões em circulação de riquezas e US$ 400 milhões em compras de empresas do Estado. A atividade econômica da Aracruz, depois da ampliação, corresponderá a 1,6 % do PIB estadual.
Polêmica dos eucaliptos
Mais uma vez os gaúchos estão envolvidos numa polêmica, que polariza as opiniões: o plantio maciço de eucaliptos para produção de celulose e papel. Os que são a favor vêem seus benefícios econômicos. E os que são contra os efeitos no meio ambiente, especialmente nas 400 espécies de gramíneas existentes no Pampa. O debate foi lembrado nesta quarta (27) por ocasião do lançamento dos novos investimentos da Aracruz Celulose em Guaíba. O certo é que ninguém vive sem madeira e papel. Se não é o eucalipto, serão árvores nativas e da Amazônia. Além disso, o plantio já programado não atinge 3% do solo gaúcho e as empresas destinam metade de suas áreas a essências nativas. Mas, o Brasil é hoje o alvo preferido nesta matéria, porque tem muita terra e porque o eucalipto, que fornece a fibra curta, possui um ciclo econômico curto de 7 anos devido ao sol, contra árvores semelhantes, em países como a Finlândia que levam até 10 vezes mais, ou 70 anos.
Affonso Ritter
Escrito por Gilberto Simon às 12:56
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Verba para recuperar taludes do Dilúvio
A Câmara Vereadores da Capital aprovou ontem projeto que autoriza a prefeitura a contratar empréstimo de R$ 16,2 milhões. A verba deverá ser utilizadas na recuperação do Arroio Dilúvio, com a substituição de taludes em laje por revestimento de concreto e a drenagem da Rua João Mendes Ouriques, em Ipanema. A contrapartida da prefeitura será de R$ 2,8 milhões.
ZH
Escrito por Gilberto Simon às 12:54
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SMOV finaliza obras do Viaduto Leonel Brizola
As obras físicas de toda a extensão do viaduto Leonel Brizola estão concluídas. Foram cerca de R$ 30 milhões investidos nos 774 metros do viaduto e nas obras do entorno. Agora, são realizados arremates finais, e também a instalação da rede de iluminação e a demarcação da sinalização. As obras complementares do entorno do viaduto têm finalização prevista para outubro.
 Foto: Ricardo Stricher (PMPA)
O viaduto, que integra o Programa Integrado Entrada da Cidade (Piec), um dos 21 programas estratégicos do modelo de gestão da prefeitura, facilitará o acesso e marcará um novo momento de desenvolvimento social e econômico aos bairros Humaitá, Navegantes e Achieta, ligando a Terceira Perimetral e a Freeway (BR 290).
Conforme o titular da Secretaria Municipal de Obras e Viação, Cássio Trogildo, "é uma obra importante para fazer a ligação direta entre a Perimetral e a Freeway, qualificado a circulação de veículos na entrada da cidade, além de possibilitar novos empreendimentos para a região e contribuir para a revitalização da área do Quarto Distrito".
A Avenida Dona Teodora, com duas pistas e 1,6 mil metros de extensão, é umas das obras complementares do viaduto e sua duplicação está 95% pronta. Segundo o coordenador de obras, engenheiro José Carlos Keim, até outubro todo o empreendimento estará concluído.
Prefeitura de Porto Alegre, 26/08/2008
Escrito por Gilberto Simon às 11:43
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O TRI mostra a que veio
A partir de hoje a segunda viagem terá desconto de 50% em Porto Alegre
A partir desta terça-feira os passageiros de ônibus terão um desconto de 50% numa segunda viagem em Porto Alegre,o que é consequência direta do sistema de Bilhetagem Eletrônica implantado por ordem do prefeito José Fogaça. Isto e a Passagem Antecipada fazem parte da última etapa do processo de Transporte Integrado (TRI)
. O programa todo foi apresentado nesta segunda-feira pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e a Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP).
. O sistema vai funcionar da seguinte forma: na primeira viagem, o usuário do TRI paga o valor de uma passagem (R$ 2,10), já na segunda, a pessoa recebe um desconto de metade do valor de uma passagem (R$ 1,05). Ao desembarcar do primeiro ônibus, o usuário terá 30 minutos para pegar o próximo. Duas viagens, que antes custariam R$ 4,20, agora vão custar R$ 3,15. Num terceiro deslocamento, o valor retorna para R$ 2,10.
. Facilidade e economia - Para o presidente da ATP, Ênio Reis, a novidade vai facilitar a vida de quem usa dois ônibus. "Pessoas que pegavam um ônibus apenas, agora, provavelmente, vão utilizar dois. O usuário não vai precisar caminhar um longo trajeto para economizar uma passagem", diz.
. Até o momento, foram cadastrados 68 mil usuários de vale-transporte, que a partir desta terça-feira, 26, já poderão utilizar os 50% do benefício da passagem integrada na segunda viagem. Para quem ainda não se cadastrou, é importante salientar que as fichas continuam valendo.
. "Essa novidade não é só tecnológica, é também econômica", afirma o diretor-presidente da EPTC, Luiz Afonso Senna. "Além disso, pode fomentar uma nova geração de empregos, pois, agora, os empregadores não vão mais deixar de contratar alguém para não ter que pagar duas passagens. Também acreditamos que, com essa etapa implantada, teremos mais pessoas que utilizarão o transporte coletivo", avalia.
Políbio Braga
Escrito por Ricardo Haberland às 11:29
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Sede do CIEE é inaugurada
A nova casa do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE-RS), na Rua Dom Pedro II, foi aberta ontem à noite para o público da Capital. Na unidade, a instituição investiu R$ 39 milhões nos últimos seis anos.
No prédio de 15 andares foi projetado um novo teatro para a cidade, onde a Orquestra de Câmara da Ulbra recepcionou autoridades.

Além de concentrar a área administrativa da entidade, a sede na Dom Pedro II vai oferecer os mesmos serviços do prédio da Av. Borges de Medeiros, no Centro. A inauguração não encerra as atividades na antiga sede.
– O Centro facilita o acesso dos estudantes. Vamos continuar lá por um bom tempo – disse Otto Beiser, presidente do CIEE-RS.
Dos 15 andares da nova sede, cinco serão alugados. Além de atender estudantes em busca de estágio, o prédio vai atrair visitantes para o teatro de 422 lugares. O prédio foi projetado com sistemas ecologicamente corretos, como reaproveitamento de água da chuva e sensores que permitem regular a entrada de luz natural.
Zero Hora
Escrito por Ricardo Haberland às 11:21
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RELEMBRANDO: Projeto Praia do Guaíba
Trata-se de arrojado plano, iniciativa do GOVERNO ALCEU COLLARES, que visa o aproveitamento de 104 hectares ao longo do Rio Guaiba, desde a VOLTA DO GASOMETRO, até a PONTA DO MELO (Estaleiro Só), acrescendo em 75% de novas áreas urbanizadas os 139 hectares de área pública já existentes (Estância da Harmonia e Parque Maurício Sirotski Sobrinho e Marinha do Brasil).
Este projeto surge para resgatar à população o uso do RIO GUAIBA e das áreas restantes do aterro, coincidindo com as obras em andamento do PROJETO RIO GUAIBA, que garantirá a balneabilidade do rio.
Com esse objetivo o Arquiteto Jorge Decken Debiagi criou o PROJETO PRAIA DO GUAIBA, que resultará em 243,31 hectares no total do existente mais a urbanização proposta.
O projeto tem um custo estimado, somente para a execução das obras públicas previstas, de Cz$ 1.077 bilhão. A idéia prevê a participação da iniciativa privada de tal modo que o Município não será onerado.
104 ha de áreas urbanizadas (recuperadas); 5,5 km de praias; 47,5 ha de parques às margens do rio; 6,0 km de pistas com vias duplas; 0,5 km de viadutos e pontes.
É prevista uma passarela de eventos populares (comemorações cívicas, desfiles de carnaval, esportes etc.), escola pública, bares e restaurantes com área para estacionamento, duas pontes sobre o Arroio Dilúvio, marina pública, conclusão da Câmara de Vereadores, aproveitamento do prédio da velha usina, 4 postos de abastecimento para veículos, parque infantil, hotel internacional, centro de convenções e Escola Superior de Marketing.
O conjunto de obras será de tal forma executado que conferirá a essa grande e importante região de PORTO ALEGRE o seu real aproveitamento, resultando em paisagem de rara beleza.

Veja as imagens acima ampliadas:
Imagem 1 - clique aqui.
Imagem 2 - clique aqui.
Fonte: Porto Alegre, A Cidade e Sua Formação, Clovis Silveira de Oliveira, 2ª edição. 1993.
Escrito por Gilberto Simon às 23:04
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UM PAÍS QUE CAI DE BUNDA E CHORA
Sou tomado de profunda melancolia ao contemplar o desempenho do Brasil nas Olimpíadas...e constatar nossa colocação no quadro de medalhas...comparar nosso país com os países que estão à nossa frente. Fico triste ao ver que na nossa seleção olímpica de futebol existem jogadores que ganham milhões e milhões de dólares, enquanto representantes do nosso judô choram e são humilhados por não ter dinheiro para pagar o exame de faixa preta. Fico irado ao ver o Galvão Bueno, nas transmissões da Globo, enaltecer delirantemente 'o gênio mágico' do 'fenômeno' Phelps, nadador norte-americano...e não falar no mesmo tom do nosso nadador Cielo, este sim, um fenômeno. Fenômeno porque treinou seis horas por dia nos três últimos anos, numa cidade do interior dos EUA, sustentado pelos próprios pais e pela generosidade de alguns amigos, pois não recebe um auxílio oficial. Fico depressivo ao contemplar na TV nossas minguadas medalhas de bronze. E fico pensando que, de cada mega-sena e outras loterias oficiais, o governo paga apenas 30 % do arrecado ao ganhador e propaga que os outros 70 % são destinados a isso ou aquilo, sem que a gente possa fiscalizar com nitidez essa aplicação. Estou por completar 66 anos. E desde pequenino tem sido assim. Lembro do Ademar Ferreira da Silva, nosso bicampeão olímpico do salto tríplice que foi competir tuberculoso ! E jamais me sairá da mente o olhar de estupor de Diego Hipólito caindo de bunda no chão no final da sua apresentação, quando por infelicidade e questão de dois segundos deixou de subir ao pódio. E de suas lágrimas pedindo desculpas, quando ele não tem culpa de nada. Das lágrimas de outros atletas brasileiros dizendo que não deu. Pedindo desculpas aos familiares e ao povo.
 Diego Hypolito se desespera ao cair no fim de sua série
Meus Deus ! Será que vou morrer vendo um povo que só chora e pede desculpas ? Será que vou morrer num país que se estatela de bunda no chão, enquanto os políticos roubam descadaradamente e as CPIs não dão em nada ? Será que vou morrer num país que se contenta com o assistencialismo e o paternalismo oficiais, um povo que vende seu voto por bolsa-família e por receber um botijão de gás de esmola por mês ? Até quando, meu Deus !?
Por James Pizarro
Escrito por Gilberto Simon às 20:57
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Porto Alegre em Cena - um festival para poucos
Ontem abriram as bilheterias para comprar os ingressos para um dos "maiores" festivais de teatro da América Latina. (maiores ?) O Porto Alegre em Cena
Pois os ingressos, hoje, 24 horas depois do início das vendas, já estão quase todos esgotados !!!
Tenho uma severa crítica aos organizadores do Festival. Porto Alegre é uma metrópole com 1,5 milhão de habitantes, 4,2 milhões na área metropolitana e organizam um festival para poucos, para poucas pessoas. Pois se a cidade comporta um festival maior, aumente-se as datas, aumente-se os locais, aumente-se o número de espetáculos. Não é Porto Alegre a metrópole com melhor qualidade de vida do Brasil? Não é a cidade do Brasil que mais lê livros ? Então este "grande festival" está mal dimensionado para a cidade, ou mal organizado.
Mais uma vez os "governantes" da cidade pensam pequeno. Quantas pessoas nao ficaram de fora, e quantas pessoas não irão assistir 10, 15, 20 peças ????
E no site da Prefeitura não há qualquer menção ao festival em sua página principal (http://www.portoalegre.rs.gov.br/). Somente para quem sabe o endereço certo do festival, é que vai direto pra ter as informações. Na sexta-feira, dia 22, último dia útil da semana, NADA foi publicado no site de notícias da Prefeitura, ou seja, não foi divulgado para o público em geral a abertura da venda de ingressos que aconteceu dia 24, domingo. Quem está tendo vantagem ?
Não foi divulgado !
Uma nova mentalidade é necessária na cidade também na área da cultura.
Lamentável isso !
Escrito por Gilberto Simon às 20:29
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Iniciam obras do Trensurb em frente ao Mercado
Iniciaram hoje as obras das escadas rolantes que irão facilitar o acesso a Estação Central do Trensurb na calçada do Mercado Público, com a colocação de tapumes.
Desta forma o portão central do Mercado, que se localiza na Av. Júlio de Castilhos, permanecerá fechado pelos próximos 105 dias (3 meses e meio), que é a previsão para o término das obras.
O local ganhará elevador e escadas rolantes, sendo cobertos com uma estrutura em forma de asa.

Escrito por Gilberto Simon às 17:58
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Obras "mudam" orla do Guaíba (mudam ?)
Com novas quadras, local deve receber eventos esportivos aos domingos a partir do próximo fim de semana
A orla do Guaíba começa a ganhar uma nova cara. Quem aproveitou o fim de semana de sol para caminhar, correr ou matear entre a Usina do Gasômetro e o Anfiteatro Pôr-do-Sol pôde ver o ritmo acelerado de operários trabalhando para concluir três quadras esportivas às margens de um dos cartões postais de Porto Alegre.
– Vai ser bom jogar vôlei tendo como cenário o Guaíba, né? – comenta a universitária Juliana Martini, 23 anos.
A primeira etapa das obras no trecho deve ser concluída até o início de setembro. As modificações fazem parte do convênio entre a prefeitura e as empresas Pepsi e Sinergy, que adotaram a área por 22 meses com o compromisso de recuperá-la e fazer a manutenção. Em troca, poderão colocar anúncios e promover eventos.
A previsão é de que as quadras estejam prontas na próxima semana. O pavimento e as telas de proteção já estão prontos. Duas delas terão piso para a prática de vôlei, futsal e basquete. A outra será usada por praticantes do vôlei de praia. Um vigilante foi contratado para evitar furtos e depredações. Também está em fase de conclusão uma estrada secundária que permitirá o acesso de carros às quadras. Uma escadaria foi construída para possibilitar a chegada dos pedestres.
Considerado um dos pontos mais bonitos da Capital, o local também ganhará nova iluminação, novos bancos e uma reforma nos banheiros, além da recuperação dos mirantes às margens do Guaíba. Até borrificadores de água serão instalados para refresco das pessoas que fazem exercícios na região.
– Pretendíamos estar com as obras mais adiantadas, mas o tempo prejudicou o andamento dos trabalhos. De qualquer forma, em breve os moradores da cidade terão um espaço revitalizado – disse Walter Koch, consultor ambiental do projeto.
O supervisor de Praças e Parques da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Luiz Alberto Carvalho, lembrou que a recuperação será mais abrangente. As demais etapas do projeto prevêem melhorias até a Avenida Guaíba, inclusive com novo paisagismo em toda a orla.
– Além da recuperação, temos garantia que o local será preservado porque terá vigilância – observou Carvalho.
A intenção das empresas que adotaram a orla é promover eventos todos os domingos no local a partir do próximo domingo.

ZH, 25/08/2008
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Estas obras são melhores que nada, mas estão longe de criar parques decentes na orla de Porto Alegre. Gostaria de ver um acabamento mais bonito na orla, com limpeza sistemática, ajardinamento de primeira e uma urbanização mais caprichada.
Escrito por Gilberto Simon às 13:20
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Chope, agora sem álcool
Começou a ser vendido na Capital na última semana o novo antídoto da gigante Femsa contra a Lei Seca no trânsito: o chope sem álcool.
Com a marca Sol, a bebida da empresa mexicana, que comprou a Kayser há dois anos, está disponível, inicialmente, apenas em outras quatro cidades brasileiras, além de Porto Alegre. E só em alguns bares selecionados.
A Lei Seca levou a empresa a antecipar o lançamento do produto, que era preparado para o verão, época de pico de consumo. Com a nova bebida, produzida na fábrica de Ponta Grossa (PR), a Femsa saiu na frente da concorrente Ambev.
A versão não alcóolica do produto será vendida pelo mesmo preço do chope tradicional.
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Já a Ambev deve começar por esses dias a distribuição de uma versão do chope Liber sem álcool.
ZH, 25/08/2008
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Eu não gosto de cerveja/chope sem álcool, mas parece que está crescendo esta alternativa para quem quer "beber" e após dirigir. Bebe-se um "refrigentante" sabor chope ou cerveja e é possível ir para casa dirigindo. Boa notícia. Mas ainda prefiro o táxi depois de beber.
Escrito por Gilberto Simon às 13:15
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A CAPITAL NO FUTURO: Preservar ou construir?
Ofuscado pela discussão do limite de altura dos prédios da Capital, um outro ponto do novo Plano Diretor de Porto Alegre mobiliza ONGs, associações de bairro, políticos, construtoras e corretores de imóveis. A definição das Áreas de Interesse Cultural (AICs), regiões do município que teriam regime diferenciado para construção, está longe de chegar a um consenso, quase 30 anos depois do início dos debates.
A escolha de quais áreas de Porto Alegre se tornarão AICs é importante porque, uma vez classificada desta maneira, a região fica praticamente engessada para receber novas edificações. O debate é tão polarizado que, desde o Plano Diretor de 1979, quase não se consegue avançar na delimitação das AICs. O projeto do final dos anos 70 criou as AICs do Centro – as únicas que foram delimitadas por projeto de lei. Quase todo o centro da Capital faz parte deste regime.
Já as AICs do restante da cidade nunca viraram lei, mas passaram a vigorar por decreto do Executivo – em 2003, a secretaria municipal da Cultura encomendou um estudo que indicou 78 AICs na cidade.
–É inconstitucional. Ficou definido por decreto, mas tem que ser por lei – afirma o vereador Nereu D’Ávila (PDT), presidente da comissão da Câmara Municipal que avalia o novo Plano Diretor.
Para tentar aprovar as AICs no Legislativo e encerrar a discussão, o atual governo elaborou um novo projeto de lei, que cria 134 regiões de regime especial, mas nem todas AICs. Grande parte delas virou Área de Ambiência Cultural (AACs), que são áreas de transição entre AICs e o regime normal, ou seja, têm restrição intermediária.
Prefeitura propõe exclusão de áreas com obras previstas
Buscando consenso, a prefeitura se tornou alvo de bombardeio de ambos os lados. ONGs e entidades que defendiam o projeto anterior reprovaram o novo modelo por ser pouco restritivo.
– É uma redução injustificada. Querem ir podando aos poucos. É como tirar um metrinho da Redenção para fazer um loteamento – exemplifica o presidente do IAB-RS, Carlos Alberto Sant’ana.
A proposta da prefeitura exclui das AICs áreas para as quais já há empreendimentos previstos. Parte dos vereadores considera o modelo restritivo. Resultado: o Legislativo propôs modificações em 37 das 134 áreas. A votação do novo Plano Diretor foi adiada em razão das eleições municipais.
A opinião dos candidatos sobre as AICs
JOSÉ FOGAÇA (PMDB)
“Confirmamos todas as áreas existentes. Não há grande mudança no novo projeto. A vantagem da nossa proposta é que cria áreas de transição, onde se aplicará um regime urbanístico de rigidez intermediária. São áreas delimitadas, há segurança jurídica. Na área do estaleiro, não depende da AIC, Tem que mudar a lei, e não enviei o projeto dos empreendedores à Câmara.”
NELSON MARCHEZAN JR. (PSDB)
“Essas áreas não podem ser minimizadas ou deixadas de lado, porque daqui a 20 anos vamos olhar para trás e constatar: “pôxa, perdemos isso aqui, não podemos mais recuperar”. As AICs não devem perder muito espaço. Há de se fazer restrições principalmente na orla. É beira do rio, tira a visão. É possível ter algum tipo de investimento.”
LUCIANA GENRO (PSOL)
“É necessário garantir a preservação das 80 AICs mapeadas. São necessárias regras rígidas para a construção civil, pois a necessidade de a cidade crescer não se sobrepõe à necessidade de qualidade de vida. Não podemos aceitar gigantescos edifícios na Praça Maurício Cardoso ou no seu entorno. Não permitiremos a privatização do Portal do Estaleiro.”
ONYX LORENZONI (DEM)
“O que pode estar acontecendo é o uso desse tipo de argumento (da preservação) para beneficiar interesses que querem ver a cidade restrita na capacidade de se desenvolver. No Moinhos de Vento, se teria de reavaliar as restrições, porque o bairro tem dinâmica própria. A Ponta do Estaleiro pode ter empreendimento privado. Nem tudo é AIC.”
MANUELA DÁVILA (PC DO B)
“Vamos fazer uma avaliação que respeite o patrimônio histórico e permita o crescimento da cidade. A praça Maurício Cardoso integra área de interesse do Moinhos de Vento (...), com grandes investimentos na sua revitalização, como a implantação do Shopping Moinhos e a consolidação da Rua Padre Chagas como espaço de entretenimento.”
PAULO ROGOWSKI (PHS)
““Acho possível conciliar patrimônio histórico com novos empreendimentos, a convivência entre o passado e o futuro. Em Hong Kong, por exemplo, templos budistas milenares convivem com modernos arranha-céus. No momento em que se tolhe empreendimentos, se tolhe também empregos e impostos. Não se pode entrar nesta discussão com posições radicais.”
MARIA DO ROSÁRIO (PT)
“O Pontal do Estaleiro é apenas um ponto de uma extensa AIC que compreende boa parte dos mais de 70 quilômetros da orla. São locais que possuem valor histórico, simbólico, arquitetônico ou ambiente diferenciado para a cidade. A Frente Popular é favorável às restrições estabelecidas pela lei à ocupação das AIC.”
VERA GUASSO (PSTU)
“Deve-se restringir ainda mais do que a proposta atual da prefeitura. Restringir cada vez mais e chamar a comunidade para decidir. A exploração imobiliária não pensa na qualidade de vida, só no lucro. No estaleiro não pode ter espigão. Tem que ser área pública e de lazer. Na orla deve haver restrição total.”
O que são as AICs
O objetivo da criação das Áreas de Interesse Cultural é conservar a memória da cidade, mantendo intocados prédios e construções antigas – que contam a história da região. Mas as AICs trazem consigo efeitos colaterais, positivos e negativos. Os índices permitidos para realizar uma construção em AICs são menores que os aplicados em outras regiões da cidade. O processo para derrubar edificações em uma AIC também é mais complicado. Ao impedir grandes construções, o dispositivo evita o inchaço de bairros já considerados saturados, como o Moinhos de Vento, evitando o aumento do trânsito e beneficiando a ventilação da região.
ZH, 25/08/2008
Escrito por Gilberto Simon às 13:07
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Primeiro avião da AZUL ganha cores em Porto Alegre
O primeiro Embraer 190 ganhará as cores da Azul no hangar da VEM no aeroporto Salgado Filho, na Capital. A aterrissagem está prevista para amanhã à tarde. O jato chega com as cores da JetBlue, empresa norte-americana onde estava operando desde março passado, quando saiu da fábrica.
Assim como a nova companhia aérea, a JetBlue foi fundada pelo empresário David Neeleman. Dos seis aviões que a Azul pretende ter no início das operações, ao menos dois devem ser do modelo 190. Quatro serão Embraer 195 (com capacidade até 118 passageiros) e virão diretamente da Embraer.w
Embraer 190
Como é o primeiro avião que será operado pela Azul:
Passageiros: 98 a 114 passageiros Altura da cabine: 2 m Largura entre assentos: 46 cm Largura do corredor: 50 cm Autonomia: 4,44 mil quilômetros Fabricação: brasileira

Escrito por Gilberto Simon às 13:02
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Novo banner superior
A partir de hoje, o banner superior do Blog, passará a apresentar imagens diversas de Porto Alegre, não somente dos pontos turísticos.
Iniciamos hoje com esta imagem da ponte do Guaíba, para lembrar que precisamos de uma nova.
A foto do banner é de Ricardo Haberland.
Escrito por Gilberto Simon às 02:19
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Relembrando: Empresário desiste do Dado Pier

Zero Hora, quinta-feira, 04 de dezembro de 2003, página 54
Clique para ampliar e ler a matéria.
Escrito por Gilberto Simon às 18:49
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Particularidades de Porto Alegre
Nessa semana a capital registrou umidade de 100%

E essa medição não foi nos dias de chuva
A onda de umidade que atingiu parte do Estado entre a noite de terça e ontem prejudicou o transporte aéreo, exigiu atenção no trânsito e chamou a atenção dos gaúchos ao provocar intensa neblina. A combinação de uma alta umidade relativa do ar – que chegou a 100% na Capital – com queda na temperatura e ausência de vento forte favoreceu o fenômeno.
A situação vivida pelos gaúchos contrastou com a experimentada por brasileiros de 13 Estados e do Distrito Federal, que receberam aviso especial do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) de que a umidade relativa do ar poderia cair a cerca de 20%. A Organização Mundial da Saúde considera saudáveis índices superiores a 30%.
Justamente porque houve uma intensa massa de ar quente e seco cobrindo o país desde o sul do Pará até Santa Catarina, a frente fria que agora chegou ao Rio Grande do Sul não conseguia avançar e manteve os gaúchos em uma espécie de panela a vapor. Nesses dias, além da neblina, são comuns outras manifestações como a condensação de água nas paredes internas das casas e a sensação de abafamento.
Zero Hora
Escrito por Ricardo Haberland às 15:06
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Hospital Ernesto Dorneles constrói emergência nova
Depois de adoecer com a falta de espaço e dinheiro por anos, o Hospital Ernesto Dornelles, da Associação dos Servidores Públicos/RS, convalesce e está construindo uma nova emergência.
Terá capacidade para 300 atendimentos/dia.
Também está prevista a construção, até 2012, de um centro clínico, com heliporto e edifício-garagem com 580 vagas, mais consultórios e lojas.
Jornal do Comércio, 23/08/2008
Escrito por Gilberto Simon às 13:49
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Grupo Gerdau adquire Aços Villares
A empresa, juntamente com a Aços Finos Piratini, passa a se chamar Gerdau – Aços Especiais Brasil.
O grupo assume a Aços Villares já com a intenção de ampliar a produção e trazer novos investimentos para suas unidades.
Com a compra, a Gerdau se torna a maior produtora mundial de aços especiais para a indústria automotiva.
Escrito por Gilberto Simon às 13:43
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Osório espera investimento de R$ 100 milhões da Süd Metal
Devem começar em setembro as obras que vão preparar a implantação de um complexo industrial do grupo Süd Metal em Osório. A prefeitura local conta com um investimento estimado em cerca de R$ 100 milhões em seis unidades que devem empregar até 2,6 mil pessoas. Os trabalhos a cargo do município deverão exigir entre R$ 10 milhões e R$ 15 milhões.
Depois de assinar um protocolo de intenções com a prefeitura, na quinta-feira, a empresa tem evitado se manifestar sobre o investimento. Conforme Eduardo Abrahão, secretário de Administração e Habitação de Osório, porém, não há qualquer risco de mudança de planos:
– O empreendimento será realizado com 100% de certeza.
Para mostrar a confiança da prefeitura no acordo firmado, Abrahão disse que as atividades ma área de 70 hectares que vai receber as seis unidades do Süd Metal começa no próximo mês. O local, na Estrada da Perua, é próximo do ocupado pelo Parque Eólico de Osório, cuja implantação ajudou os cofres locais a suportar os compromissos assumidos com a empresa: terraplenagem, arruamento interno e externo, poços artesianos, instalações básicas e mínimas de funcionamento de esgoto pluvial, estação de tratamento de efluentes e asfaltamento da estrada.
– Estamos começando as obras no mês que vem, assim que a desapropriação da área for resolvida – assegurou Abrahão.
Há 90 dias a prefeitura negociava com o grupo, que também fez contatos com Montenegro. Na avaliação do secretário, a proximidade da BR-101, do parque eólico e também as condições do município de oferecer e bancar o conjunto de benefícios motivaram a escolha por Osório. No protocolo firmado, a Süd Metal assume o compromisso de implantar seis plantas na área escolhida: duas de fundição de metais ferrosos, uma de fundição de alumínio, uma de forjaria, uma de usinagem e uma de chicotes e sistemas elétricos. O grupo é fornecedor de peças e equipamentos para os setores automobilístico e de máquinas agrícolas.
O que é
A Süd Metal é resultado da fusão de quatro empresas gaúchas – Ferrabraz, Fundição Becker, Industec e MSI – do setor de fundição, forjaria, usinagem, chicotes e sistemas elétricos. Empregos: 1,7 mil Produção: 48 mil t/ano
Escrito por Gilberto Simon às 13:41
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Fogaça manda tocar novas obras na III Perimetral
A III Perimetral foi com certeza a maior obra viária jamais colocada em execução em Porto Alegre.
Não se trata propriamente de um anel viário, como os gaúchos que viajam ao exterior conhecem, mas a idéia dos engenheiros que o concebeu, imaginaram que em algum momento do futuro várias perimetrais poderiam unir suas pontas e completar o anel.
O que saiu já representa um avanço.
Esta semana, o editor conversou com o secretário Clóvis Magalhães, que avisou o seguinte sobre a III Perimetral: “O prefeito José Fogaça mandou fazer incisões para tornar esta via mais fluída”.
Como se sabe, a III Perimetral possui muitas idiosincrasias. As mais corrosivas delas são o excesso de sinaleiras e a baixa utilização dos corredores de ônibus. Faltaram túneis, elevadas e viadutos ao longo do percurso.
O prefeito José Fogaça resolveu atacar alguns dos gargalos e para isto está procurando neste momento o BID (III Perimetral) e o Fonplata (Viaduto Leonel Brizola e duplicação da Dona Teodoro) mais uma vez. O que ele quer ? 1) construir um viaduto sobre a avenida Bento Gonçalves (o plano inicial previa, mas uma economia burra eliminou o projeto). 2) erguer uma trincheira na confluência com a incrível Anita Garibaldi. 3) construir uma trincheira na confluência da avenida dos Estados com a avenida Ceará.
Políbio Braga, 23/08/2008
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Falta uma elevada sobre a Ipiranga também. Aquelas pontezinhas não adiantam de nada....
Escrito por Gilberto Simon às 01:32
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A maioria das pessoas é a favor do Pontal do Estaleiro
Leiam este Blog, que é contra o Projeto Pontal do Estaleiro, e depois leiam os 38 comentários do post. A maioria a favor ! A maioria pensa como nós. São a favor da cidade, e contra o lixo, o abandono,a estagnação.
http://www.novacorja.org/?p=4100
Escrito por Gilberto Simon às 23:05
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Turma do Atraso continua agindo INTENSAMENTE para moldar a opinião pública (que já tem tendencias provincianas...)
" Zona Sul pode perder sua orla "
Pode ser uma verdade cruel, mas o arquiteto Nestor Nadruz está lutando para a sociedade ter acesso ao debate de como são os projetos que irão ser aplicados no do Pontal do Estaleiro Só e como será o impacto ambiental na orla com as possíveis edificações.
UM ARQUITETO ATENTO À ORLA DO GUAÍBA O arquiteto e Conselheiro Municipal de Desenvolvimento Urbano e Ambiental de Porto Alegre, Nestor Nadruz, é um lutador das causas da sociedade e da natureza. O associado do Centro Comunitário de Desenvolvimento da Tristeza, Pedra Redonda, Vilas Conceição e Assunção (CCD), batalha por um melhor esclarecimento aos cidadãos sobre os rumos no que se refere ao projeto de urbanização para o Pontal do Estaleiro Só (Ponta do Melo é o nome original daquela região), que está em tramitação na Câmara Municipal da capital. A Ponta do Melo situa-se na orla do Guaíba, e é área de interesse cultural (de acordo com Decreto Municipal), afirma Nadruz. Para ele, o Pontal do Estaleiro já é uma pretensão dos empreendedores há alguns anos. A área foi leiloada para um investidor. Mas na época ninguém se interessou a comprar o local por ser uma área privada. Com a quebra do Estaleiro Só a empresa perdeu o espaço por questões trabalhistas. A solução foi leiloar a propriedade para venda. “A prefeitura não pensou em ocupar a área com um planejamento ambiental. No Plano Diretor, o local era para uso da sociedade, não estava previsto ali nenhum grande investimento. A prefeitura oferecia, segundo a Lei, características diferentes de ocupar a área para os investidores. E eles pensavam em montar outros negócios no local”, revela o arquiteto. No entanto, os projetos que hoje estão sendo apresentados e até anunciados em jornais, segundo Nadruz, pretendem “privatizar” o espaço público e edificar grande parte da orla do Pontal do Estaleiro. O que irá ocasionar barreiras visuais, com prejuízo solar e esgotamento de vias na região. “O que é um absurdo. Pois não é assim que se faz um Plano Diretor e não é assim que se encaminham soluções, apenas visando o interesse privado contra o interesse da maioria das pessoas que querem ver o Guaíba, querem passar por ele”, avisa Nadruz. “Foi feito um trabalho muito forte na prefeitura para que a Lei Nº 470/2002 fosse alterada ou uma nova Lei fosse elaborada. A prefeitura quando devia sustentar a Lei 470, optou em modificá-la e atender os interesses dos empreendedores”, avalia. Entre outros problemas apontados, Nadruz revela que a área vizinha ao pontal contará com o Barra Shopping, o que irá intensificar ainda mais o trânsito naquela localidade. “Uma prova foi o dia da abertura do Museu Iberê Camargo, o trânsito era tamanho que a cidade parou com aquela afunilação na zona sul”, alerta Nestor Nadruz. Segundo ele, o Projeto do Pontal do Estaleiro tem de ser mais discutido e claro. Existem muitos interesses privados na questão. Ele entende que construir ocupando ao máximo os terrenos e no máximo da altura permitida na orla do Guaíba é muito prejudicial aos moradores da cidade e não só aos da zona sul. E pior, isso vai contra o planejamento urbano sustentável da capital. A vereadora do Partido dos Trabalhadores (PT) Margarete Moraes, vê com estranheza a proposta do um conjunto de edificações comerciais e residenciais ao lado do Lago Guaíba. “É uma proposta ousada, mas cujo projeto causou estranheza aos vereadores. Questões obscuras e controversas permeiam o Pontal, como a altura dos prédios (quatro torres de doze andares cada) e a volumetria do empreendimento – contrária às diretrizes do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental (PDDUA)”, revela a vereadora. Para Moraes, de acordo com o PDDUA, a orla, desde a Usina do Gasômetro até o Estaleiro Só, é vista como Área Especial de Interesse Cultural (por Decreto Muncipal). Entretanto, mesmo que a legislação municipal estabeleça que a plena extensão da orla seja área de preservação, o projeto do Pontal insiste em modificar o regime urbanístico vigente. “O atual gravame existente no PDDUA já permite construções de três ou quatro andares voltadas para o lazer e para a gastronomia e não para moradias de alguns privilegiados”, finaliza Margarete Moraes. Já a ex-conselheira do Orçamento Participativo (OP) e moradora do bairro Tristeza, Anadir Alba analisa que “mais uma vez há tentativas na Camara de Vereadores e Executivo de modificar leis para aumentar área construtiva na margem do nosso lago Guaiba, na Ponta do Melo. De acordo com ela a Lei 470 para facilitar o leilão da massa falida do Estaleiro Só já ampliou índices para a área. “Sabemos que o VALOR de uma área depende da possibilidade de construção civil, sua localização e urbanização. Se a área construtiva aumentar o valor financeiro do terreno também deve aumentar. Pergunto: Como ficam os credores da Massa Falida do Estaleiro Só? Seus funcionários que foram os mais prejudicados? Cabe outro leilão? Reposição da diferença? Acho bom que aqueles que foram eleitos para defender a cidade e seus cidadãos pensem nisso, finaliza Alba.
Entrevista: Nestor Nadruz A seguir, leia trecho da esclarecedora entrevista com o arquiteto e Conselheiro Municipal de Desenvolvimento Urbano e Ambiental , Nestor Nadruz sobre o Projeto que tramita na Câmara Municipal sobre o Pontal do Estaleiro Só:
CS Zona Sul – O que a Prefeitura Municipal diz sobre o Projeto do Pontal do Estaleiro e o desenvolvimento da área? Nestor Nadruz - A prefeitura municipal alega que não tem dinheiro e está fazendo do que é público o privado. Ela está permitindo a barganha. Tradicionalmente uma prefeitura, o poder público, tem que ter os recursos necessários de acordo com o desenvolvimento de uma cidade. Se a prefeitura libera um monte de construções e depois começa a ter problemas de infra-estrutura e mobilidade, ela como órgão público, tem que colocar regras.
CS Zona Sul – Como pode ficar a orla com a edificação do espaço? Nestor Nadruz - O problema não é a edificação em si, é o entorno. A prefeitura não pode permitir principalmente numa área que é da cidade, por uma questão de revitalização. Essa palavra revitalização pra eles é urbanizar. A orla não precisa de urbanização. A orla precisa é ser arrumada, conservada naturalmente de acordo com sua origem. Claro que pode ser colocada iluminação, parques, árvores como aconteceu em Ipanema. Fazer um espaço onde as pessoas possam usufruir. A orla do Guaíba está abandonada pela prefeitura. O homem urbano vive de atrações e equipamentos. E ele não está sendo atraído. Prédios não são atração, são negócios mobiliários.
CS Zona Sul – Os empresários deixam a prefeitura dependente? Nestor Nadruz - A prefeitura fica sempre na dependência do empresário. Quem manda é o mercado. Todo o padrão mercadológico dos empresários passa a dominar a cidade. Na verdade, já estão dominando.
CS Zona Sul – O Pontal do Estaleiro já existe? Nestor Nadruz - Este Pontal do Estaleiro já tem uma denominação de fantasia que não existe ainda. Tem até uma propaganda que saiu em jornal mostrando os investimentos na zona sul. O que na verdade, ainda não existe, tem apenas um projeto, uma idéia. Uma lei tem que ser aprovada na Câmara Municipal. Uma Lei para poder executar todos esses empreendimentos através do EVU, que é o Estudo de Viabilidade Urbanística no executivo.
CS Zona Sul – E como anda o tramite desse projeto na Câmara? Nestor Nadruz - O que aconteceu é que o executivo fez uma nova Lei a partir da Lei 470/2002 e mandou para o prefeito que não devolveu para a Câmara. Dois vereadores foram no gabinete do prefeito e levaram o projeto para aprovar na Câmara. Mas como o legislativo vai mudar Lei de Plano Diretor sem que haja o encaminhamento doo executivo? Conseguiram 17 assinaturas de vereadores comprometidos com a causa dos empreendedores e colocaram o projeto adiante. Alguns vereadores estão assumindo compromissos com os empresários e esquecendo da população. E é com esses vereadores que temos de discutir. Não tenho nada contra o projeto dos investidores, o que me interesse é como vai ficar a orla. Existem regras a serem obedecidas a favor da orla e do meio ambiente. A orla é uma transição entre a água e a cidade. Essa transição tem de ser mantida. Temos de parar com esses investimentos sonhadores e comprometedores dos interesses dos moradores da cidade. De certa forma, a prefeitura se associa aos empreendedores em prejuízo da cidade. Ou seja, o Portal do Estaleiro deve ser revisto e debatido. Mas como estamos em ano eleitoral... Tudo pode acontecer. Ou não, como diz Caetano Veloso.
CS Zona Sul _______________________________________________________
No "esclarecimento" que eles querem dar à população, propositalmente não fazem as pessoas , leigas e mal conhecedoras da zona-sul, conhecer essas cenas abaixo:



Mais fotos como essas estão postadas no dia 15 / 8 / 2008
Ricardo Haberland
Ele vai receber uma resposta a altura do artigo e da entrevista dele. Ele está confundindo a população com idéias retrógradas, talvez de uma pessoa idosa e que nao tenha muitas perspectivas de vida no futuro. Deixar a orla assim, é miséria, é desleixo, é ordinário, é terceiro-mundista, é bárbaro, é grotesco, é tosco, é uma coisa que não tem cabimento. A cidade merece se desenvolver. Nós não estamos em uma cidade de interior, não estamos em Não-Me-Toque (com perdão à cidade que tem este nome). Porto Alegre é sede de uma metrópole de 4,2 milhões de habitantes e que está acordando para o turismo. Turismo ???? Que turismo ???? Pra ver as macegas da orla? As areias cheias de lixo? Para ver o que mais ? As garças comerem lixo e o cocô que é lançado pelos arroios da cidade ? E por quê esta ira em relação a um projeto tão pequeno, mas tão ousado, e que DEVOLVERÁ A ORLA DO CRISTAL À CIDADE. Você morador do Cristal, você vai à orla passear com sua família hoje ? Não? Não mesmo ? Claro que não! O Bairro Cristal não tem orla livre! Pois já é privado em quase toda a sua extensão, pois nenhum dos Clubes Náuticos que estão lá, ou o Grêmio com sua escola de futebol, ou o que quer que seja, previu uma área pública. O Projeto Pontal do Estaleiro prevê mais de 30 mil metros quadrados de área pública, um verdadeiro oásis que é O LIXO DA ORLA DE PORTO ALEGRE.
DESAFIO A POPULAÇÃO DE PORTO ALEGRE AGORA: QUEM FREQUENTA A ORLA DA CIDADE E ESTÁ SATISFEITO COM O QUE ENCONTRA ?
QUEM NÃO GOSTARIA DE VER A OLRLA URBANIZADA, COM EQUIPAMENTOS MODERNOS, SHOPPINGS, LINDAS PRAÇAS, MARINAS, HOTÉIS PARA QUE OS MUITOS TURISTAS QUE VIRIAM PARA CÁ SE HOSPEDAREM ?
E VOCÊ QUE TEM CONDIÇÕES FINANCEIRAS GRANDES O SUFICIENTE PARA VIAJAR PELO MUNDO, O QUE VOCÊ VÊ PELOS LUGARES ONDE VOCÊ VAI ? VOCÊ VÊ UMA ORLA FEIA, ATIRADA, SEM QUALQUER INVESTIMENTO DE LAZER, COMO EM PORTO ALEGRE ?
POR QUE NÃO TER SUA CIDADE TÃO LINDA E DESENVOLVIDA COMO AS QUE VOCÊ VISITA NAS FÉRIAS ?
O QUE VEMOS EM BELÉM DO PARÁ ? UMA CIDADE DA AMAZÔNIA, COM NÍVEL INFERIOR A QUALIDADE DE VIDA DE PORTO ALEGRE, E QUE TEM UM LINDO E MODERNO PORTO, DOCAS, COM LOCAIS PARA SE OBSERVAR, PARA SE CURTIR, PARA SE USUFRUIR DA PAISAGEM...
O QUE VEMOS EM BUENOS AIRES, COM O FAMOSO PUERTO MADERO ?
POR QUE PRIVAR PORTO ALEGRE DE DESENVOLVIMENTO TURÍSTICO E ECONÔMICO ?
ONDE ESTÁ A AUTO-ESTIMA DO CIDADÃO DE PORTO ALEGRE ?
HÁ ANOS QUE A CIDADE NÃO GANHA UM INVESTIMENTO DE PESO, SALVO O MUSEU IBERÊ CAMARGO (E JÁ ESTÃO FALANDO MAL DELE, INCRÍVEL ISTO, MAS JÁ OUVI MUITAS PESSOAS DIZEREM QUE É UM ELEFANTE BRANCO. O QUE VOCÊS ACHAM, LEITORES, O MUSEU IBERÊ CAMARGO É REALMENTE UM ELEFANTE BRANCO?) MEU DEUS, AQUELE MUSEU É UMA DAS PROVAS QUE PORTO ALEGRE ESTÁ ANSIOSA POR UM GRANDE DESENVOLVIMENTO. O TRÂNSITO CONGESTIONADO SIGNIFICA QUE AS SUCESSIVAS ADMINISTRAÇÕES MUNICIPAIS PENSAM NA CIDADE COMO UMA PROVÌNCIA QUE NÃO DEVE EXPANDIR, QUE NAO DEVE SE DESENVOLVER. A CIDADE ESTÁ ESTAGNADA EM MUITAS ÁREAS. SÓ NÃO VÊ QUEM NÃO QUER.
E FALAM EM DEIXAR A ORLA COMO ESTÁ ?
PENSEM UM POUCO LEITORES.
OLHE AS FOTOS (ACIMA E ABAIXO) E DIGA: É ISTO QUE VOCÊS QUEREM PARA SUA CIDADE ?
GILBERTO SIMON, 21/08/2008, 21:49
Mais algumas fotos da "belíssima" orla de Porto Alegre:
 A maravilhoso orla, próximo ao Gasômetro, bem na beira do Guaíba
 Orla, próximo ao Gasômetro
 Vila dos Sargentos, um favelão numa das áreas mais bonitas da orla. Alguém passeia com a família aí ?
 Orla no Bairro Cristal - suja, abandonada, sem ninguém
 Orla no Bairro Cristal (quase em frente ao Museu Iberê Camargo, que aparece ao fundo) - suja, abandonada, sem ninguém
 O Porto de Porto Alegre - vazio, abandonado, sem ninguém
Escrito por Ricardo Haberland às 21:10
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Holanda e Yeda Crusius
Holanda
O termo de cooperação firmado entre o governo do Estado e o Ministério dos Transportes, Obras Públicas e Recursos Hídricos da Holanda foi um grande avanço na direção das parcerias público-privadas (PPPs). A missão do Rio Grande do Sul que está no país é chefiada pela governadora Yeda Crusius. Para o coordenador da missão, o secretário-geral de Governo, Erik Camarano, "a inteligência holandesa virá para o Rio Grande do Sul", através do termo de cooperação, na forma de consultoria de apoio ao Estado para a formatação de um plano de negócios para as hidrovias gaúchas. Ao mesmo tempo, essa consultoria trará "um selo de qualidade", disse Camarano.
Contratos
No país europeu, ela assinou contratos para desenvolver portos gaúchos, com o objetivo de aumentar a utilização de hidrovias e baratear o transporte de cargas. Ontem, Yeda visitou o porto de Roterdã, que movimenta 109 milhões de toneladas de cargas por ano. Yeda disse ontem que a viagem à Holanda inicia uma nova fase de busca de negócios. Ela aproveitou para confirmar que viajará a Cingapura em setembro para participar de uma feira de negócios. A governadora retorna ao Brasil hoje.
Jornal do Comércio, 21/08/2008
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Yeda está sendo um dos mais atuantes governantes que o RS já teve. Atuante no sentido de prospectar novos investimentos para o Estado e não deixar se levar por partes da sociedade. O Estado necessita de investimentos privados e as PPPs são uma ótima alternativa.
Escrito por Gilberto Simon às 16:59
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Porto Alegre precisa de obras e melhorias no visual
O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias, LDO, da prefeitura de Porto Alegre para 2009 foi entregue à Câmara Municipal pelo prefeito José Fogaça. A previsão orçamentária atinge R$ 3.073.088.269, mais 13,97% sobre 2008. O Orçamento prevê 10% do total, no mínimo, para serem aplicados em investimentos.
O presidente da Câmara, vereador Sebastião Melo, destacou o fato de que ela economizará R$ 1 milhão no ano corrente.
José Fogaça enalteceu o fato de que 25% dos recursos serão aplicados em educação e 19% em saúde, mantendo a média acima do percentual constitucional de 15%, de acordo com a Lei Orgânica do Município e a Lei de Responsabilidade Fiscal.
O secretário municipal da Fazenda, Cristiano Tatsch, lembrou que, nos últimos três anos, os valores reais das despesas em saúde foram ampliados em 24,7%, enquanto na educação a prefeitura gastou 15,7% a mais. A proposta atende também ao compromisso da prefeitura com os investimentos previstos pelo Orçamento Participativo, cujas prioridades para 2009 são habitação, educação, assistência social, pavimentação, saúde e saneamento básico. O resultado primário positivo, previsto em R$ 804 mil, está contemplado na LDO.
Nos últimos três anos, a prefeitura vem alcançando equilíbrio em suas contas, o que permitiu a recuperação do crédito do município junto ao governo federal, responsável pelo aval aos financiamentos internacionais. Com esses financiamentos são possibilitadas ações como o Programa Integrado Socioambiental e o Pró-Moradia. Apesar desse indispensável equilíbrio, há muito que se fazer na cidade, até mesmo pela sua expansão urbana e pelo crescimento da população e do número de veículos. Mais e melhor iluminação, sinalização do trânsito renovada e modernizada e a pavimentação sendo recuperada e ampliada, tarefas permanentes de qualquer administração.
A campanha política que começou recentemente nas tevês e rádios mostra que as inquestionáveis intenções são boas, ainda que nenhum candidato diga de onde sairão os recursos para tantos favores e idéias mirabolantes.
Em 2009 estão previstas na prefeitura operações de crédito no valor de R$ 123 milhões. Serão aplicados R$ 76,1 milhões no Socioambiental, R$ 20,8 milhões no Pró-Moradia, R$ 5,3 milhões no programa Reluz, R$ 10,5 milhões no Saneamento para Todos, R$ 4,6 milhões em saneamento básico e R$ 4,9 milhões no Programa Integrado Entrada da Cidade. Essas operações receberão contrapartida da prefeitura no valor de R$ 38 milhões.
Em 2008 também foi ampliada a participação do município no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços, o ICMS, do Estado, cujo percentual atinge 11,68%. A coleta de lixo, tanto do orgânico como do reciclável, está sendo aperfeiçoada.
O Projeto Monumenta continua recuperando prédios públicos e privados de valor histórico e arquitetônico que mantêm uma referência visual da Capital. Aliás, sabe-se que é importante para quem nasceu e viveu toda uma vida em determinada cidade ter referências materiais, ou a pessoa, mesmo sem se dar conta, sofrerá abalos psicológicos ao perceber o desaparecimento de prédios e locais que a acompanharam na infância e na juventude.
Por fim, é aquilo que sempre se diz, é no município, na nossa cidade que tanto amamos, que nascemos, crescemos, estudamos, trabalhamos e, provavelmente, um dia morreremos, encerrando o ciclo natural dos humanos. Então, quanto melhor a qualidade dos equipamentos, do visual e da organização, melhor para todos nós e para nossa saúde mental e física. Jornal do Comércio, Seção Opinião, 21/08/2008
Escrito por Gilberto Simon às 16:53
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Relembrando: Apesar dos entraves, Stora Enso segue otimista sobre investimento bilionário
Os entraves ao investimento bilionário programado para o Rio Grande do Sul aparentemente não estão tirando o sono da Stora Enso – a gigante sueco-finlandesa pretende aplicar US$ 2 bilhões em uma floresta de 100 mil hectares e uma planta de celulose.
 Fábrica da Stora Enso na Finlândia
Na quarta-feira (04/06/2008), foi divulgado um parecer do Incra negando a autorização de compra de uma área de 5 mil hectares que a companhia já adquiriu e que está localizada próxima a área de fronteira. “Temos à disposição uma série de caminhos na justiça”, afirma, em tom tranqüilo, o vice-presidente da Stora Enso para a América Latina, Otávio Pontes. Segundo Pontes, a companhia já decidiu recorrer da decisão do Incra, mas está avaliando a melhor forma de fazê-lo.
De acordo com a legislação brasileira, empresas estrangeiras precisam de uma autorização especial do Conselho de Defesa Nacional (CDN) para adquirir terras fronteiriças. No entanto, este pedido deve ser encaminhado através do Incra, que analisa as propostas e dá seu parecer. Pontes lembra, porém, que o CDN pode contrariar o Incra em suas decisões. E mesmo que o CDN mantenha o veto à compra da Stora Enso, a Advocacia-Geral da União e a própria Presidência da República podem intervir se considerarem a decisão inadequada. A alegação da companhia européia é de que as terras foram adquiridas por uma subsidiária brasileira. E que, mesmo assim, solicitou a autorização do CDN. O Incra afirma que a Stora Enso só poderia ter ido às compras depois de a autorização ter sido concedida.
No total, a Stora Enso já adquiriu perto de 50 mil hectares de terra no Rio Grande do Sul – quase metade dos 100 mil hectares pretendidos. A maior parte desta área está em regiões fronteiriças e é objeto de pedido de compra no CDN. Ou seja, há sérios riscos de novas decisões contrárias à companhia. Revista Amanhã
Escrito por Gilberto Simon às 16:26
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Começa a ampliação da Aracruz em Guaíba
Empresa já assinou contratos no valor de US$ 1,5 bilhão com fornecedoresA seis dias do lançamento da pedra fundamental da ampliação da fábrica de celulose da Aracruz em Guaíba, cerca de 500 pessoas já trabalham no local. No pico de atividades na obra, previsto para 2009, esse número deve chegar a 7 mil.




 Imagens retiradas do site da Aracruz. As áreas azuis são as novas áreas que serão construídas a partir de agora, quadruplicando a capacidade da fábrica.
Até o momento, a empresa já fechou contratos para a construção no valor de US$ 1,5 bilhão. O presidente da companhia, Carlos Aguiar, esteve em Porto Alegre, ontem, para tratar de negócios com fornecedores e palestrar na Federasul, onde comentou a possibilidade de fusão com a Votorantim Celulose e Papel (VCP).
Do investimento total de US$ 2 bilhões na ampliação, cerca de US$ 400 milhões podem ficar com fornecedores gaúchos, como Açopema, Fundasolos, Premold, Pelotense, Puras e Demuth. Com essa última empresa, com unidades em Novo Hamburgo e Portão, o contrato foi de R$ 250 milhões.
O presidente da Aracruz avaliou positivamente a possibilidade de fusão com a VCP:
– Na lógica dos negócios, a fusão é desejável, uma vez que torna as duas empresas, pequenas em nível mundial, uma empresa maior, com mais força para navegar no mercado global.
Atualmente, o braço do Grupo Votorantim na área de celulose tem 28% do controle da Aracruz, mas ofereceu R$ 2,71 bilhões para comprar uma parte igual pertencente à Lorentzen Empreendimentos, que aceitou a proposta. A concretização do negócio ainda depende, no entanto, de uma manifestação do Grupo Safra, também detentor de 28%, que tem até início de novembro para se pronunciar, segundo acordo de acionistas.
Aguiar afirmou que, apesar da oferta da VCP, os projetos da Aracruz no Estado continuam inalterados, “a pleno vapor”. Segundo o executivo, se a demanda mundial se mantiver alta, como prevê, não acredita haver impedimento para inauguração de duas fábricas (VCP e Aracruz) praticamente juntas, em 2011, mesmo com a fusão das companhias. O Grupo Votorantim afirmou que a compra do controle da Aracruz resultará em ganhos de R$ 4,5 bilhões, devido a “sinergias”. Para Aguiar, isso traduz o poder de negociação ampliado que uma empresa maior tem.
– Quando eu comecei na Aracruz, na década de 80, havia 25 clientes na área de papel sanitário. Hoje são quatro. Então, a capacidade desses clientes de negociar é muito maior – explicou.
O projeto de investimento da Aracruz no Estado, incluindo área florestal, é de R$ 4,9 bilhões, o que permitirá a ampliação da capacidade da fábrica de Guaíba de 450 mil toneladas de celulose por ano para 1,8 milhão.
Carlos Aguiar, presidente da Aracruz
“Na lógica dos negócios, a fusão (com a VCP) é desejável, uma vez que torna as duas empresas, pequenas em nível mundial, uma empresa maior, com mais força para navegar no mercado global.”
Clique aqui, para ver a animação completa da ampliação
ZH, 21/08/2008
Escrito por Gilberto Simon às 10:55
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Aracruz será 1,6% do PIB
As atividades geradas pelo projeto Aracruz no Estado representarão 1,6% do PIB gaúcho, foi o que revelou nesta quarta (20) durante reunião-almoço na Federasul o presidente Carlos Aguiar. A empresa está buscando fornecedores locais para a expansão de sua fábrica em Guaíba, baseada em um investimento de US$ 2,6 bilhões. A empreitada deve gerar cerca de 13 mil empregos entre 2010 e 2016. Para ele, tanto o Brasil quanto o RS têm espaço para desenvolver novas plantações. Enquanto países de dimensões pequenas como o Japão ocupam até 26,47% de sua extensão em florestas plantadas, no Brasil é de apenas 0,65%. A área brasileira dedicada à silvicultura é de 5,5 milhões de hectares, dos quais 365,6 mil no RS, constituídos de pinus e eucaliptos. O Brasil registra atualmente uma velocidade de crescimento de eucaliptos 10 vezes maior do que outros países e participa em 3% do comércio movimentado pelo setor florestal no mundo, de US$ 290 bilhões.
Affonso Ritter
Escrito por Eduardo Mello às 18:54
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Wireless em Porto Alegre
A Procempa já investiu R$ 4 milhões desde 2005 na estrutura de rede wireless e internet gratuita de Porto Alegre, segundo o presidente André Kulczynski. "Há um tempo, o desenvolvimento em infra-estrutura referia-se somente a rodovias, portos, aeroportos e ferrovias, mas hoje não se discute mais desenvolvimento econômico sem dar atenção especial a Tecnologia da Informação e comunicação?, comentou durante debate nesta quarta (20) no comitê de Tecnologia em Negócios da Amcham-Porto Alegre. Mais: os investimentos em TI reduziram em R$ 8 milhões os custos de telefonia para o município. "A partir do momento em que implementamos uma rede própria, é possível falar entre as estruturas do governo municipal através de ramais", exemplificou.
Affonso Ritter
Escrito por Eduardo Mello às 18:52
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Acaba a favela do Hipódromo
O prefeito José Fogaça já deu ordem para que comecem a ser pagos os R$ 40 mil de bônus-casa para cada um dos moradores da Cavalhada (400 casas entre a Diário de Notícias e a Icaraí) que decidiram não se mudar para o conjunto habitacional de 200 casas que o BarraShoppingSul entregará no final de outubro na Vila Nova. No total, 400 moradores do entorno do shopping sairão antes, mas o programa total do Pisa é de 1.250 famílias. Há pressa na operação, porque o shopping será inaugurado dentro de 30 dias e o local precisa ser desocupado.
. Os R$ 4 milhões que a prefeituras apartou para o inédito pagamento serão antecipados por conta do empréstimo de US$ 169 milhões que será assinado a qualquer momento com o BID no âmbito do Pisa (Programa Integrado Sócioambiental). O aval federal ao contrato será votado no dia 25 pelo Senado.
Nota do editor sobre o bônus-casa – O bônus-casa é uma novidade. O dinheiro não será entregue ao morador, mas ao dono do imóvel escolhido para a compra. Em cartório, o comprador se obrigará a permanecer na nova casa por até 10 anos.
Nota do editor sobre o direito real de uso dos governos do PT - O prefeito José Fogaça também mandou o Demhab acabar com os contratos de venda de casas populares sob a condicionante do direito real de uso (pode usar, mas não pode vender e nem passar para o herdeiro, nunca), utilizados durante os 16 anos das sucessivas administrações populares de Porto Alegre.
Políbio Braga
Escrito por Ricardo Haberland às 16:57
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Fogaça vai, amanhã, ao Senado, pedir apoio ao empréstimo de US$ 169 milhões para o Pisa
O prefeito José Fogaça, de Porto Alegre, resolveu adiar de hoje para amanhã a viagem que programou para Brasília, onde atuará junto ao Congresso, para que o Senado acelere a aprovação do pedido de aval da União ao empréstimo e US$ 169 milhões que a prefeitura tomará junto ao Banco Mundial, no âmbito do Pisa, o Programa Integrado Sócioambiental, destinado a elevar de 27% para 67% o total dos serviços de esgoto tratado da Capital do RS. O Senado votará o pedido no dia 25.
Desde ontem, com a mesma missão, está em Brasília o diretor do Dmae, Flávio Presser, que disse ao editor que os trabalhos do Pisa já começaram com dinheiro próprio da prefeitura, sobretudo com obras na Restinga e na Cavalhada.
Polibio Braga, 20/08/2008
Escrito por Gilberto Simon às 15:24
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Burocracia ameaça ampliação no Aeroporto Internacional Salgado Filho
Novo adiamento na transferência de famílias, que ficou para 2009, pode atrasar obras na pista do Salgado Filho
A retirada das primeiras famílias das vilas Dique e Nazareth, na Capital, ficou na promessa mais uma vez.
Fundamental para a ampliação da pista do Aeroporto Internacional Salgado Filho, a remoção, esperada desde 1997, continua a ser adiada pela burocracia, o que poderá comprometer o cronograma das obras.
A saída dos moradores era esperada para este mês, mas foi adiada. A nova promessa é de que ocorra no início de 2009. Desde 2006, o projeto sofre prorrogações que emperram o desenvolvimento do aeroporto e deixam na expectativa os moradores das duas vilas.
O cronograma teve de ser refeito pelo Departamento Municipal de Habitação (Demhab) porque as duas licitações para a construção das casas para onde seriam levados os moradores, no Porto Seco, foram canceladas por falta de empresas interessadas.
Para atrair empreiteiras, os R$ 19 milhões repassados pelo governo federal para construir as moradias serão aumentados em mais R$ 5 milhões de contrapartida da prefeitura. Será lançado novo edital até o final de agosto.
A expectativa do Demhab é de que a construtora comece os trabalhos até outubro, para que as primeiras 300 ou 400 famílias sejam realocadas a partir de janeiro.
– Não esperávamos ter essa dificuldade na licitação. Por isso, os prazos estão sendo mudados. Mas temos esperança de que no início do ano as primeiras famílias sejam levadas para as casas novas – diz o diretor-geral do Demhab, Fernando Moussalle.
Projeto permitirá triplicar movimento no Salgado Filho
Apesar de contar com a transferência das primeiras famílias ainda neste ano, a Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) não ficou surpresa com o atraso. Por meio da assessoria de imprensa, a Infraero informou que, se a primeira etapa da remoção for concluída até junho de 2009, o começo da ampliação da pista não será comprometido, já que as obras deverão se iniciar em julho. Porém, não poderia haver novo atraso no cronograma.
Pelo projeto do Demhab, 1.476 famílias da Vila Dique serão transferidas para um loteamento de 21 hectares na Avenida Bernardino Silveira Amorim, ao lado do Sambódromo, no Porto Seco. Cerca de 70% das obras de infra-estrutura – como terraplenagem das ruas – já estão concluídas.
Além das residências, serão construídas 103 unidades comerciais, escola, creche, posto de saúde, duas praças, centro comunitário e um local para reciclagem. Conforme Moussalle, 1,2 mil famílias da Vila Nazareth serão realocadas em três áreas que serão desapropriadas. A remoção de todos os moradores do entorno do aeroporto deverá demorar dois anos.
Além de garantir maior segurança aos moradores das vilas e aos vôos, as obras possibilitarão aumentar em três vezes a movimentação de aeronaves no Salgado Filho.
ZH, 20/08/2008
Escrito por Gilberto Simon às 12:02
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3ª Perimetral é novo pólo cultural da cidade
O Teatro CIEE, que será aberto no próximo dia 25, é a segunda casa de espetáculos a inaugurar na Terceira Perimetral, em Porto AlegreUma das principais avenidas de Porto Alegre está ganhando, no mesmo mês, dois novos teatros, consolidando um pequeno pólo cultural no trecho da Terceira Perimetral entre a Plínio Brasil Milano e a Assis Brasil.
Oferecendo 130 lugares, o Teatro Sinduscon-RS foi inaugurado no último final de semana, com show de Vitor Ramil. A poucos metros dali, uma casa de espetáculos ainda maior, com acomodações para 422 pessoas, será inaugurada no próximo dia 25 para convidados. As instalações do Teatro CIEE chamam a atenção não só pela refinação técnica – com equipamentos de som e iluminação de ponta –, mas principalmente pela parte de engenharia. Foram investidos R$ 10 milhões para a construção de um teatro dentro do também impressionante edifício corporativo de 15 andares do Centro de Integração Empresa Escola do Rio Grande do Sul (CIEE-RS). O projeto de cenografia, iluminação e acústica é do escritório Solé e Associados – responsável pelo ousado projeto da futura sala sinfônica da Ospa.
O complexo do CIEE conta ainda com três andares subterrâneos de estacionamento, com 320 vagas, platéia, mezanino, camarotes e um grande foyer ornamentado por um painel de Nelson Jungbluth e que receberá uma cafeteria nos próximos dias. Tudo foi construído com recursos próprios da ONG, que há 39 anos intermedia a relação entre empresas e estudantes interessados em estágios de trabalho. A abertura do espaço para o público acontecerá no Porto Alegre Em Cena, quando o Teatro CIEE deverá receber quatro espetáculos, entre eles The Grand Inquisitor, do diretor britânico Peter Brooke.
Entre os pontos fracos do complexo, estão os camarins – apenas dois, dificultando, por exemplo, a apresentação de mais de um espetáculo num mesmo dia – e a visibilidade dos camarotes. Os quatro espaços nobres ficam localizados atrás do mezanino, onde a visibilidade é de menos de 50% do palco. Também o palco apresenta área limitada, tornando-o adequado apenas para peças com poucas pessoas, apesar de a boca de cena ser maior do que a do Theatro São Pedro (confira comparação no quadro ao lado).
– Temos vários teatros deste tamanho na cidade, mas com esta estrutura, não existe – afirma o coordenador técnico Rafael Lisboa.
 Teatro CIEE - Foto Adriana Franciosi
ZH
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Esqueceram do Teatro da Amrigs, que fica na esquina da Av. Ipiranga com 3ª Perimetral. Este teatro possui mais de 700 lugares.
E acho meio exagerado por parte do Jornal Zero Hora considerar um pólo cultual pela simples presença de pequenos teatros.
Escrito por Gilberto Simon às 11:50
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TJ do RS reconhece ilegalidade na cobrança do ponto extra da NET
Justiça gaúcha fez uma analogia com a extensão do telefone
ANTENEM-SE PESSOAL !
A 19ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça (TJ) do Estado reconheceu a ilegalidade da cobrança de ponto extra no serviço de TV a cabo. Por unanimidade, os magistrados determinaram que a NET não cobre taxas relativas a dois pontos adicionais do sinal fornecido à uma consumidora de Porto Alegre, autora da ação. A Justiça gaúcha fez uma analogia com a extensão do telefone, onde só é cobrado o custo da instalação do segundo aparelho e não as extensões.
O desembargador lembrou, ainda, que o sinal é digital e não analógico, sendo assim, não se cogita custos extras para o seu fracionamento. De acordo com a decisão, a NET deixou de provar a existência de custos extras com o ponto adicional.
Votaram de acordo com o relator, os Desembargadores Guinther Spode e Mylene Maria Michel.
RÁDIO GAÚCHA E ZEROHORA.COM, 20/08/2008
Escrito por Gilberto Simon às 11:42
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Smic completa a definição dos 800 boxes do CPC
Foram definidas as vagas restantes do Centro Popular de Compras da Praça Rui Barbosa. As 800 vagas foram completadas após deferimento pela Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic), da justificativa dos camêlos ausentes na última reunião realizada no dia 12, para definição dos boxes. Os camelôs abriram processo de justificativa de falta por doença ou compromisso inadiável na data, motivos aceitos pela Smic. A realocação dos 800 camelôs da área central está prevista para o mês de setembro. Os futuros comerciantes populares já estão trabalhando com uma credencial de acesso ao CPC emitida pela Smic. "Com o Centro Popular de Compras os comerciantes populares e seus clientes estarão protegidos da chuva e do sol. O camelódromo contará com segurança, banheiros, elevadores e escada rolante. Todos vão trabalhar com dignidade no CPC", declarou o secretário da Smic, Léo Antônio Bulling.
www.felipevieira.com.br, 20/08/2008
Escrito por Gilberto Simon às 11:29
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O acordo com a Holanda
Governadora Yeda Crusius e ministro dos Transportes, Obras Públicas e Recursos Hídricos da Holanda, Camiel Eurlings, assinaram, nesta terça-feira (19), em Haia, na Holanda, termo de cooperação técnica para o desenvolvimento do sistema hidroportuário do Estado. A parceria viabilizará em sete meses um plano de negócios para o aproveitamento dos portos internos e transporte fluvial do RS a partir da experiência holandesa. Yeda foi surpreendida com o ministro Eurlings saudando-a em português, idioma que lhe é familiar uma vez que tem parentes em Olinda. Outro compromisso da missão gaúcha foi visitar o grupo que fez os estudos da repercussão da mortandade dos peixes na bacia dos rios do Sinos e Gravataí. O governo gaúcho também pretende firmar parceria com os holandeses para a recuperação! de águas poluídas no Estado.
www.affonsoritter.com.br, 20/08/2008
Escrito por Gilberto Simon às 11:26
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Um lançamento insólito em Porto Alegre
Uma incorporadora gaúcha de renome, que ainda não quer revelar seu nome, pretende usar uma insólita estratégia de divulgação para um grande lançamento imobiliário em Porto Alegre, previsto para o final deste mês: colocar no meio do Shopping Total uma caixa de três metros por três, onde o participante que resistir por mais tempo dentro dela irá ganhar um terreno no valor de R$ 50 mil reais no Residencial Verdes Campos. É a promoção "Saia do Cinza", em alusão à vida mais colorida que o vencedor irá desfrutar em meio aos 98 mil metros quadrados de natureza a 10 minutos do Iguatemi, segundo o diretor da empresa, Rossino Frizzo.
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www.affonsoritter.com.br, 20/08/2008
Escrito por Gilberto Simon às 11:25
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Stora Enso anuncia fábrica ao lado da Aracruz, em Guaíba (*)
Stora Enso anuncia fábrica ao lado da Aracruz, em Guaíba (*)
Já que a notícia a gente nunca escolhe, pelo menos o Blog vocês já escolheram.
Blog Porto Imagem, onde o desenvolvimento da cidade e do estado é discutido sem meias palavras.
(*) Notícia fictícia, somente para efeito de publicidade, baseada na campanha publicitária do Prêmio Press de 2006 (http://www.revistapress.com.br/premiopress2006/)
Escrito por Gilberto Simon às 18:01
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Eucalipto é bem-vindo no Mato Grosso
O Mato Grosso está incentivando as empresas brasileiras a aplicar no reflorestamento do eucalipto, através de um fundo. Há prazo de 20 anos para a implantação de florestas e pupunha, fazendo o estado se tornar o maior exportador de palmito no Brasil. Sérgio Ricardo, presidente da Assembléia do MT, e o engenheiro agrônomo gaúcho Luis Carlos F. Bernardes, assessor técnico da Secretaria de Agricultura, são entusiastas do modelo. Enquanto isso, aqui...
Fernando Albrecht, Jornal do Comércio, 19/08/2008
Escrito por Gilberto Simon às 14:35
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Bourbon Ipiranga terá Lojas Renner
Inaugurado em dezembro de 1998, o Bourbon Shopping Ipiranga oferece atualmente uma ampla área com 70 mil metros quadrados, 50 pontos comerciais, vários quiosques de serviços, praça de alimentação com 700 lugares, um moderno complexo com oito salas de cinema Cinemark e um Bourbon Hipermercado.
Pois chegou até mim essa semana que a anunciada ampliação do Bourbon Ipiranga já está em andamento e, entre outras, conterá uma unidade das Lojas Renner. Mas deixarei esta informação a confirmar ainda. Em breve mais informações aqui.
 Bourbon Ipiranga: ampliação à vista
Escrito por Gilberto Simon às 11:20
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Quase 10 anos da perda da Ford
por Jerônimo Goergen, Deputado Estadual, Presidente Estadual do PP
Não é possível deixar de lembrar o que se tornou um dos maiores erros de governo das últimas décadas em termos econômicos, desenvolvimentistas e sociais no Estado. Refiro-me ao episódio que culminou com a não-instalação da fábrica da Ford no Estado. O governo Olívio Dutra, no final de abril de 1999, decidiu não estabelecer uma negociação que trouxesse benefícios para a companhia e que facilitasse sua instalação no Estado. O governo Britto havia deixado verba provisionada para obras de infra-estrutura da fábrica da Ford e mais plano de incentivos fiscais, porém o governo Olívio Dutra, do PT, detonou as duas ações do governo anterior. A falta de visão fez com que a Ford, que se instalaria no município de Guaíba, fosse para a Bahia e lá se instalasse com outras 31 empresas, cerca de US$ 2 bilhões em investimentos privados. Houve elevação da geração de ICMS para a Bahia, o que impulsionou o crescimento da economia através da geração de mais de nove mil empregos em Camaçari, onde a Ford se instalou. O município teve o Produto Interno Bruto alavancado, crescendo 80% nessa última década, ultrapassando o de Salvador. Foi, por quatro anos consecutivos, o maior PIB daquele estado e, em 2007, esteve na faixa de R$ 16 bilhões. A frota de veículos de Camaçari cresceu 130%. A Ford trouxe só desenvolvimento aos baianos.
A Ford instalará o Centro de Desenvolvimento de Produtos em Camaçari, com a contratação prevista de dois mil novos engenheiros. Camaçari se tornou referência como pólo industrial. Poderia estar falando agora desses dados, com orgulho por ser gaúcho, como se fossem da cidade de Guaíba. A população ainda tem vivo na memória o sentimento de frustração pela perda da fábrica, que desenvolveria não só o município, mas também cidades próximas e o Rio Grande. Hoje Guaíba tem um PIB em torno de R$ 1,2 bilhão, quinze vezes menor que o da cidade baiana. Será que com a Ford estaria melhor? É inegável o erro cometido no passado, fruto de uma avaliação equivocada de um governo que chegou a definir que a Ford pretenderia se instalar no Rio Grande quase de graça. Os governos devem enxergar longe para atrair e manter empreendimentos de grande porte. A fábrica de veículos nos escapou pela trapalhada de despreparados. Camaçari e a Bahia agradecem. O Rio Grande não esquece. Não podemos deixar isso se repetir. Nunca mais.
Escrito por Gilberto Simon às 16:52
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Associação estimula setor náutico na Capital
Porto Alegre quer entrar no rol de cidades referências em turismo náutico no País. Em setembro, os proprietários de barcos que fazem passeio turístico no lago Guaíba e empreendedores de outras cidades concluirão o estatuto de criação de uma associação que unifique, qualifique e legitime o setor em nível estadual.
As cidades da Região Metropolitana da Capital serão as principais a ter os negócios estimulados com a iniciativa. "Porto Alegre tem um potencial enorme para o turismo náutico, mas a falta da organização do setor impede que se aproveitem as oportunidades", comenta Adriane Hilbig, proprietária do barco Cisne Branco, que parte do cais Mauá.
Com a criação da associação, a idéia é que sejam fixados horários para a saída dos barcos, valores cobrados, padronização das embarcações, seguro contra acidentes e competências para o controle e a fiscalização do serviço. Além disso, serão criados novos roteiros, redistribuindo os destinos para cada barco. Atualmente, sete embarcações promovem passeios pelo Guaíba partindo de diferentes pontos: quatro da Usina do Gasômetro, um do farol de Itapuã, um do cais Mauá e um de Ipanema.
A associação também contaria com a adesão de proprietários de barcos de passeio de Tapes, São Lourenço, Rio Grande, Itaqui e Torres. Na maior parte, as embarcações operam apenas no verão e sem horários fixos. Em Porto Alegre, a recuperação do Cais do Porto criará uma capacidade ainda maior para atrair visitantes. "Hoje, os turistas que vêm à Capital têm dificuldades de se informar sobre os passeios de barco e por vezes desistem de passear pelo Guaíba", comenta Adriane.
Tornar-se um setor legalizado também significa reivindicar melhorias ao poder público. Muitos destinos adequados para paradas deixam de ser visitados por não contarem com bons canais de acesso. Na Ilha da Pólvora, por exemplo, faltam guias e biólogos para apresentarem as belezas naturais aos turistas. Na ilha do Presídio, um destino com grande potencial e pouco explorado, o atracadouro é curto demais e não permite a manobra de barcos maiores.
"Temos muitos destinos e paradas fantásticas que não são aproveitados, como a Fundação Iberê Camargo e outros pontos às margens do Guaíba", relata Alberto Lúcio Vaquero, um dos proprietários do barco Seival, que parte da Usina do Gasômetro. Ele acredita que a criação de uma associação dará mais poder de divulgação aos passeios e promoverá a instalação de empreendimentos comerciais voltados à área de lazer nos locais de visitação.
O início do processo para formação da entidade começou em junho, em reunião promovida pela Secretaria Municipal do Turismo com os armadores, depois que o Ministério Público Estadual abriu inquérito para regularizar a atividade comercial.
Na semana passada, os empreendedores entregaram à Secretaria Municipal do Turismo uma minuta do estatuto da associação, além de cópias das atas das reuniões já realizadas - documentos que facilitarão o encaminhamento da conclusão do inquérito.
Jornal do Comércio, 18/08/2008
Escrito por Gilberto Simon às 16:41
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40 mil visitas !
Pessoal, passamos das 40 mil visitas este final de semana. Parabéns a todos nós !
Escrito por Gilberto Simon às 12:48
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Propostas dos que são contra. Onde estão ?
Até agora, esta classe de pessoas que são contra o desenvolvimento da orla do Guaíba, em Porto Alegre, não foi capaz de apresentar um projeto de desenvolvimento. Reclamam dos projetos, são contra qualquer e todos os projetos arrojados e modernos para a orla e não propõem nada !
Se são contra, proponham algo pra substituir !
Escrito por Gilberto Simon às 12:45
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Jornal Já não veicula matéria a favor do Pontal do Estaleiro
O Jornal Já, na ocasião da audiência pública na Câmara Municipal, na semana passada, solicitada pelo Clube de Mães do Cristal, realizou entrevista com Gilberto Simon (eu) e com o Ricardo Haberland, ambos do Porto Imagem, como um contra-ponto aos que são contra o projeto Pontal do Estaleiro. Pois bem, a matéria resultante da nossa entrevista não foi veiculada em nenhum lugar, nem na internet, nem no jornal impresso!
Assim é muito fácil conseguir o seu objetivo, "vamos dar só um lado da questão". O Jornal Já está sendo extremamente parcial ao fazer isso.
O repórter que realizou a entrevista foi o Carlos Matsubara.
Nota 0 pra equipe do Jornal Já !
Escrito por Gilberto Simon às 12:08
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Gasômetro enche de pessoas CONTRA Pontal do Estaleiro
A atual ameaça de privatização da Orla do Guaíba vai mobilizar ambientalistas e simpatizantes para comemorar os 20 anos da subida e da ocupação do topo da Chaminé da Usina do Gasômetro em Porto Alegre. A partir das 15h deste domingo, a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) homenageia os quatro corajosos que subiram a chaminé, Gert Schinke, Gerson Buss, Sidnei Zomer e Guilherme Dornelles.
Para a presidente da Agapan, Edi Fonseca, os 70 quilômetros de orla devem ser preservados como espaço público, voltado para a cultura e o lazer. “É inadmissível que o governo não respeite as leis”, exclama, ao convidar a população para um abraço simbólico ao Guaíba.
Além das homenagens, performance do artista e músico Zé Tambor, o Zé da Terrera. A Agapan vai lançar uma Campanha de Assinaturas, em parceria com os Movimentos Porto Alegre Vive, Viva Gasômetro e Rio Guahyba e a ONG Solidariedade, pela preservação da orla.
Para Guilherme Dornelles, momentos como esse alertam a população sobre o que os governos estão fazendo e sobre as conseqüências dessas decisões políticas. “Falta informação sobre os reflexos que a ocupação de morros e da orla vão nos causar”, diz. Gerson Buss Reforça a importância dos cidadãos fiscalizarem as ações e atitudes dos governos.
Como prova de que a informação mobiliza as pessoas, Sidnei Zomer lembra o engarrafamento de carros em torno da Usina do Gasômetro, atraídos pelas veiculações ao vivo das rádios locais, que narravam o conflito que se estendeu com a polícia, o abraço simbólico ao Guaíba e a ida da população até a Câmara de Vereadores, pressionando a não aprovação do projeto Praia do Guaíba. Para Gert Schinke, “todo esse encadeamento político foi uma das mais bem sucedidas estratégias políticas do movimento ecológico no meio urbano no Brasil”.
A comemoração da Agapan segue à noite, às 20h, com veiculação, pela TVCom, do documentário "Tomada da Chaminé", através do Programa Documento TVCom, produzido e editado por Leonardo Caldas Vargas e apresentado por Simone Lazzari, com reprise à meia-noite. Haverá entrevistas e exibição de fotos e cenas de vídeos da época.
Site da Agapan
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Essa notícia é de ontem. Mas agora deu uma reportagem no telejornal Bom Dia Rio Grande mostrando o Gasômetro cheio de gente se manisfestando pela "preservação" do Guaíba.
Eles preferem isso :





Mais fotos como essas estão postadas no dia 15 / 8 / 2008
Então aí vemos onde está a falta de "informação" alegada por esse bando. O que eles fazem é tática de guerrilha ideológica. É desinformação, mentira.
Cabe a nós informar a população. Divulgar essas fotos.
E ocuparmos a mídia, como eles.
Ricardo Haberland
"PAI, PERDOAI OS ECO-XIÍTAS, ELES NÃO SABEM O QUE FAZEM !"
Jesus Cristo, se viesse a Porto Alegre hoje.
Gilberto Simon
Escrito por Ricardo Haberland às 09:04
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BarraShoppingSul entrega chaves aos lojistas com festa
Foi hoje, com grande festa para 800 convidados, que o BarraShoppingSul entregou as chaves aos seus cerca de 240 lojistas. Após o brunch, houve visita guiada pelas obras do grande complexo comercial. Antes disso, a imprensa também fez seu passeio guiado pelo Superintendente do BarraShoppingSul, Marco Aurélio Jardim Neto, acompanhado pelas suas assessoras Catia Bandeira (Porto Alegre) e Daniela Farina (Rio de Janeiro). O Porto Imagem, presente à visita da imprensa, trás aqui hoje e também no seu site, uma série de fotos do empreendimento e da festa ocorrida numa tenda especialmente construída, com quase 2.000 metros quadrados, no estacionamento do shopping.
Vejam algumas fotos:
 Festa na tenda especialmente montada mais parecia um salão de eventos, tal o capricho com o qual foi preparado

 O Superintendente do Shopping, Marco Jardim (esquerda), presente com inúmeras personalidades
 Durante a visita guiada, passamos pela placa que faz contagem regressiva do dia da inauguração - 74 dias
 Interior do shopping em obras avançadas
 Interior do shopping
 A maquete, na entrada do salão, chamava a atenção
Veja matéria sobre o empreendimento com muitas fotos ampliáveis, no site Porto Imagem. Clique aqui.
E não esqueça de voltar aqui para comentar.
Escrito por Gilberto Simon às 16:58
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26º andar do Edifício Formac

Tiradas há poucos dias atrás (agosto/2008).
http://www.portoimagem.com/formac1.html
Escrito por Gilberto Simon às 03:03
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Guaíba e Estado tentam reativar a área da Ford
Desde que ficou praticamente sem utilização no final dos anos 1990, quando a Ford acabou desistindo da implantação de uma fábrica no Estado, a área de mais de 900 hectares em Guaíba já foi sede virtual de outro investimento na área automobilística: uma unidade da Toyota, que acabou optando por São Paulo. Hoje, o terreno abriga um Centro de Distribuição da marca japonesa.
O governo do Estado e a prefeitura de Guaíba pretendem utilizar agora a área para criar um pólo industrial. O secretário do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais do Rio Grande do Sul, Márcio Biolchi, e o prefeito de Guaíba, Manoel Stringhini, reuniram-se para definir o perfil de uso de cada trecho do terreno, que tem 932 hectares (ha). O espaço será gerenciado pelo governo do Estado, proprietário do terreno desde a sua desapropriação, em 1999, para a instalação da Ford.
O projeto prevê duas áreas de preservação junto ao arroio do Conde, com um total de 279 ha. Outra área de 273 ha será destinada a empresas do setor logístico, incluindo transportadoras e centros de distribuição. Um espaço de 345 ha, próximo ao CD da Toyota, foi reservado para receber investimentos de grandes indústrias. Por fim, uma quarta zona, de 43 ha, ficou reservada às pequenas indústrias locais. Este trecho, por sinal, deve ser o primeiro a começar a ser ocupado. Duas empresas de Guaíba já demonstraram intenção de abrir unidades na área, e podem anunciar investimento nos próximos meses. Uma delas produz ração animal e outra atua na recuperação de óleos industriais.
"O terreno já conta com infra-estrutura instalada e está localizado em uma região logística favorável, e agora trabalharemos para atrair investimentos empresariais", comenta Biolchi. O principal atrativo é seu posicionamento estratégico: está às margens da BR-116 e ligada à BR-290, oferecendo uma via rápida para distribuição a todo o Estado e para os países do Mercosul. Além disso, o local já conta com ligação hidráulica, fibra ótica e canais de saída rápida para as rodovias, uma exigência da Toyota para a instalação do CD.
"Além da infra-estrutura completa e posicionamento ideal para distribuição, o local é uma alternativa para empresas que querem se instalar na Grande Porto Alegre e atender a este mercado", comenta o secretário de Desenvolvimento Econômico e Emprego de Guaíba, Victório Menegotto. Nas proximidades da região, há dois bairros com 40 mil habitantes, o que garantem contingente para trabalhar nas companhias investidoras. "A prefeitura se disponibilizará a ser parceira dos investidores no treinamento de mão-de-obra para atuar conforme a demanda das empresas", garante Menegotto.
O projeto de uso do terreno inclui um local para a construção de um píer às margens do Guaíba, que possibilitaria o abastecimento de matérias-primas com agilidade e o transporte de cargas até o porto do Rio Grande. O terminal também serviria para o transporte de insumos utilizados por empresas petroquímicas nas proximidades de Guaíba. Jornal do Comércio, Erik Farina, 16/08/2008
Escrito por Gilberto Simon às 14:42
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W Torre também quer estaleiro em Rio Grande
Depois que concluir o dique seco, a paulista W Torre quer construir seu próprio estaleiro. Vai investir R$ 75 milhões no novo negócio.
Outro estaleiro já anunciado para a área do porto é da Wilson Sons, que esta semana comunicou sua intenção ao governo estadual. Dona do Terminal de Contêineres, a empresa apartou R$ 50 milhões para o novo negócio.
Estes e outros empreendimentos foram examinados nesta quinta pelo Conselho da Autoridade Portuária, conforme adiantou na quarta-feira esta página.
Polibio Braga, 16/08/2008
Escrito por Gilberto Simon às 14:33
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UniRitter é Anhanguera
Embora ainda não seja uma informação oficial, está praticamente selada a venda do UniRitter, de Porto Alegre, à Anhanguera Educacional, com sede em São Paulo, uma das maiores organizações privadas do setor de ensino superior no Brasil, com 48 unidades distribuídas no sudeste, centro-oeste e sul do país.
Seu principal acionista é o professor de matemática em cursinhos nos anos de 1970, Antonio Carbonari Netto, que em 14 anos multiplicou por 14 o número de alunos, de 10 mil em 1994, quando a criou em Valinhos, para 140 mil. É a primeira instituição de ensino superior da América Latina a realizar oferta pública de ações a investidores, daí porque a notícia da nova aquisição demora a ser oficializada.
Desde a abertura de capital em janeiro de 2007, já fez duas ofertas públicas de ações na Bolsa, captando R$ 860 milhões, usados para treinamento de professores e, sobretudo, para aquisições.
O Centro Universitário Ritter dos Reis (UniRitter) foi fundado em 1971 por Romeu Ritter dos Reis e tem 7 cursos de graduação: Administração, Arquitetura e Urbanismo, Design , Direito, Letras, Pedagogia e Sistemas de Informação. E duas Graduações Tecnológicas: Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Tecnologia em Processos Gerenciais.
 Campus da UniRitter Porto Alegre, à noite. Foto: Gilberto Simon - portoimagem
O grupo paulista Anhaguera já faz due dilligence no processo final para comprar as Faculdades Ritter dos Reis em Porto Alegre e Canoas. Como fizeram na área da construção civil, os paulistas estão descendo para comprar escolas gaúchas.
Os estudantes da Ritter dos Reis programaram ato público contra a venda, segunda-feira(18/08) às 20h50min no Campus Canoas.
Embora Anhanguera e Ritter dos Reis não confirmem, sabe-se que cada aluno da Ritter dos Reis está sendo vendido por R$ 4,4 mil, o mesmo preço que os paulistas ofereceram em setembro do ano passado pela Faculdade Planalto, de Passo Fundo.
A Anhangüera Educacional existe desde 1994, e é formada por 34 unidades de ensino distribuídas em várias localidades do país, com aproximadamente 87 mil alunos. No Rio Grande do Sul, com a compra da Faplan, em Passo Fundo, a Anhangüera passa a contar com três instituições. Em julho de 2007 a Anhangüera Educacional comprou a Sociedade Educacional Noiva do Mar. Com isso, o grupo passou a controlar as Faculdades Atlântico Sul, com três sedes em Rio Grande e duas em Pelotas.
Informações de www.polibiobraga.com.br e de www.affonsoritter.com.br, 16/08/2008
Escrito por Gilberto Simon às 14:24
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Porto Alegre: como se fossem os donos da rua
Pedintes se apropriaram de esquinas da Avenida Ipiranga, onde moram e conseguem seu sustento abordando motoristas nas sinaleiras para pedir dinheiro, com freqüência de maneira agressiva
Moradores de rua com endereço fixo. Soa contraditório, mas é a situação de pelo menos 40 sem-teto que encontraram em duas esquinas da Avenida Ipiranga, na Capital, refúgios para dormir, esmolar e conviver. Os cruzamentos com as ruas Santana e Salvador França estão entre os locais com maior concentração de pedintes da cidade.

As duas esquinas viraram pontos de encontro de moradores de rua. Na Ipiranga com a Salvador França, pedintes disputam espaço nos semáforos com malabaristas e vendedores. A maioria é de jovens que fazem da via sua moradia e fonte de renda.
Na quinta-feira, havia nove homens e uma mulher cercando os veículos. Entre 17h e 19h, o número de pedintes cresce para aproveitar as filas de carros. Nos 45 segundos em que o sinal fica fechado, começa o corre-corre atrás de um trocado. A abordagem nem sempre é respeitosa. Batidas no vidro e xingamentos são usados como estratégia de intimidação.

– Tem um cara que vem em direção ao carro com um rodo fixado num pedaço de pau. Acho que usa aquilo para intimidar. Acabo sempre dando uma moeda porque não sei o que pode acontecer comigo – reclama a estudante Lúcia Santos Ceconello, 28 anos.
Na esquina da Ipiranga com a Santana, a marquise de uma loja de pneus virou abrigo para dezenas de sem-teto. Pouco permanecem ali durante o dia. Saem por volta das 8h rumo a outros pontos para cuidar de carros, pedir dinheiro ou fazer serviços. Em média cinco moradores de rua costumam ficar no semáforo pedindo esmola.
Fasc diz que esmola contribui para fixar os pedintes na rua
A partir das 19h, homens e mulheres empurrando carrinhos com papelão e cobertores começam a se acomodar sob a marquise. Muitos são atraídos por um prato de comida distribuído por voluntários. Ontem, havia até mesmo um sofá na calçada.
– Virou a casa de muita gente. Tem um rapaz que vejo aqui há três anos. Em dias mais frios chega a ter 30 – conta uma moradora do prédio.
A Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc) admite que os dois pontos estão entre os mais problemáticos. Moradores de rua se negam a sair ou retornam após a passagem por abrigos ou albergues. Para a presidente da Fasc, Brizabel Müller da Rocha, as esmolas e ajuda rotineiras oferecidas a pedintes contribuem para a fixação.
– Nesses casos, é difícil romper o vínculo dessas pessoas com a rua. Ou elas têm lucro pedindo dinheiro ou recebem comida. Por isso não querem sair – diz Brizabel.
Matéria: Zero Hora, 16/08/2008
Escrito por Gilberto Simon às 14:02
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